Rumo a Pequim: como foi o fim de semana para brasileiros e portugueses nos esportes de inverno

Equipe brasileira esteve em ação no skeleton, esqui estilo livre, snowboard, cross-country e biatlo. Já os portugueses competiram nas Copas do Mundo de patinação de velocidade e de snowboard.

Sheila Vieira
Foto: 2021 Getty Images

Com a aproximação da data final de classificação (16 de janeiro) para os Jogos Olímpicos de Inverno Beijing 2022 – que serão disputados entre 4 e 20 de fevereiro – atletas do mundo competem em torneios internacionais, incluindo brasileiros e portugueses. Confira como foi o desempenho dos atletas lusófonos nos últimos dias.

Nicole e Sabrina seguem em direção à classificação

No skeleton, Nicole Silveira disputou sua segunda etapa da Copa do Mundo em Winterberg, na Alemanha. A brasileira terminou na 16ª colocação, em uma prova com vários recordes da tradicional pista do circuito. Com a vaga Olímpica encaminhada, Nicole testa o seu nível diante das candidatas a medalha em Pequim.

Sabrina Cass foi 31ª no moguls na Copa do Mundo de esqui estilo livre em Idre Fjall, na Suécia. A brasileira, que foi campeã mundial juvenil em 2019 competindo pelos EUA, ocupa a 34ª posição no ranking Olímpico. Se a janela de classificação fechasse hoje, ela estaria dentro.

Michel Macedo, do esqui alpino, decidiu não competir em Whiteface Mountain. O Brasil já tem uma vaga Olímpica garantida no esporte, e Michel é o grande favorito a confirmá-la.

Nicole Silveira durante a etapa de Winterberg da Copa do Mundo de skeleton, em dezembro de 2021.
Foto: GETTY IMAGES

Seleção brasileira de cross-country em batalha interna

Com três vagas já garantidas para Beijing 2022 (uma no masculino e duas no feminino), o Brasil promove uma disputa interna entre seus atletas para definir quem irá à China. Steve Hiestand foi 105º no sprint e 104º no 15km livre na Copa do Mundo em Davos, na Suíça. Seu concorrente, Manex Silva, esteve em Seefeld, na Áustria, com um 41º lugar no sprint (197.84 pontos FIS) e 104º (180.54 pontos) nos 10km.

Entre as mulheres, Jaqueline Mourão continua sendo a atleta com melhor desempenho. Em busca da oitava participação Olímpica (que seria um recorde brasileiro), Mourão foi 61ª em Seefeld no sprint 1,2km (209.05 pontos FIS) e 40ª nos 5km (145.03 pontos). Bruna Moura foi a segunda melhor brasileira no sprint, mas foi superada por Mirlene Picin e Eduarda Ribera nos 5km.

Manex Silva nos Jogos da Juventude Lausanne 2020.
Foto: COB

Augustinho e irmãos Bowler buscam índice mínimo

No halfpipe do snowboard, o brasileiro Augustinho Teixeira disputou a etapa da Copa do Mundo em Copper Mountain, nos EUA, terminando na 30ª posição (com 82.10 pontos FIS). Ele precisa de uma média de 50 pontos FIS em janeiro para poder se classificar.

No mesmo local, os irmãos Sebastian e Dominic Bowler, no halfpipe do esqui estilo livre, foram 39º (34.40 pontos FIS) e 41º (23 pontos) respectivamente. Eles precisam de um top 30 na Copa do Mundo e 50 pontos FIS até 16 de janeiro para atingirem o índice Olímpico.

Com foco nos Jogos de Inverno de 2026 (em Milão e Cortina D’Ampezzo, na Itália), o biatleta Matheus Vasconcellos conquistou o 83º lugar na Copa IBU Júnior em Martell-Val Martello, na Itália.

Dominic Bowler compete em Copper Mountain em dezembro de 2021.
Foto: 2021 Getty Images

Portugueses na disputa da Copa do Mundo

Com José Cabeça já garantido em Pequim no cross-country, os dois outros principais atletas de inverno portugueses – Diogo Marreiros (patinação de velocidade) e Christian de Oliveira (snowboard) disputaram as Copas do Mundo de suas modalidades para somar pontos.

Marreiros esteve na Copa do Mundo de Calgary, no Canadá, terminando em 37º nos 5000m. O resultado não é suficiente para classificação para Pequim e o português não tem mais chances de conquistar a vaga. No entanto, o patinador se classificou para o Campeonato Europeu, que será de 7 a 9 de janeiro em Heerenveen, nos Países Baixos.

Oliveira estreou na Copa do Mundo de snowboard em Bannoye, na Rússia, com a 47ª colocação no slalom gigante paralelo (16.40 pontos FIS) e 40º no slalom paralelo (que não é evento Olímpico). O atleta precisa de um top 30 na Copa e 50 pontos FIS para atingir o índice Olímpico.

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