Sul-Americano de vôlei: meninas mantêm base Olímpica e Douglas Souza ausente

Técnicos Zé Roberto Guimarães e Renan Dal Zotto convocam atletas para o Sul-Americano onde o Brasil é favorito. Início do ciclo Paris 2024 marcado pelas ausências de atletas marcantes como Fê Garay, Camila Brait e Douglas Souza.

Gonçalo Moreira
Foto: Wander Roberto/COB

São conhecidas as convocações das seleções brasileiras feminina e masculina para o torneio Sul-Americano de vôlei.

Os homens vão competir em casa, em Brasília (DF), entre 1 e 5 de setembro. As mulheres se reúnem entre 15 e 20 de setembro na Colômbia.

Bloco feminino com a base do time vice-campeão em Tóquio 2020

Zé Roberto Guimarães mantém o bloco feminino com a base do time vice-campeão em Tóquio 2020, contando com nove das 12 atletas que estiveram na briga pelo ouro até à derrota contra os EUA na final Olímpica.

No grupo para o Sul-Americano, que o Brasil não perde desde 1995, já não estão Fê Garay nem Camila Brait, que encerraram suas carreiras com a seleção nacional. As novidades na lista têm perfil jovem, mas já foram previamente chamadas por Zé Roberto: a oposta Lorenne, a central Mayany, a ponteira Kasiely e as líberos Nyeme e Natinha.

  • Levantadoras: Roberta/Macris
  • Ponteiras: Ana Cristina/Gabi/Natália/Kasiely
  • Centrais: Bia/Mayany/Carol/Gattaz
  • Opostas: Lorenne/Rosamaria
  • Líberos: Natinha/Nyeme

Também na Europa se joga pelo título continental. O Eurovôlei terá 24 seleções participantes tanto no feminino como no masculino e ambos os eventos acontecem em quatro sedes diferentes. As mulheres jogam entre 18 de agosto e 4 de setembro em Bulgária, Croácia, Romênia e Sérvia, enquanto os homens competem entre 1 e 19 de setembro, em Estônia, Finlândia, Polônia e República Tcheca. Nos dois casos a Sérvia parte como campeã em título.

Douglas Souza em ação contra Tunísia em Tóquio 2020
Foto: Comitê Olímpico Brasileiro

Reconstruir uma das grandes potências do vôlei masculino

Renan Dal Zotto terá como missão reconstruir uma das grandes potências do vôlei masculino, mas que chega ao Sul-Americano após falhar as medalhas Olímpicas pela primeira vez desde Sydney 2000. A trajetória do Brasil em Tóquio 2020 sofreu um desvio inesperado na semifinal com derrota contra o Comitê Olímpico Russo, que levou a seleção à briga pelo bronze onde o Brasil acabou perdendo o Superclássico para a Argentina.

Para a nova etapa, que marca o início do ciclo Olímpico para Paris 2024, a seleção masculina se apresenta com algumas novidades. O oposto Wallace, por exemplo, se aposentou da seleção após contribuir para o ouro na Rio 2016 e a prata de Londres-2012.

Do grupo que fez a campanha Olímpica estão presentes os mais utilizados por Renan em Tóquio 2020 – Bruninho, Lucão, Lucarelli e Thales. Entre os não convocados se encontram Leal, Maurício Borges, Maurício Souza e o fenômeno de popularidade Douglas Souza. A maioria por decisão pessoal já que ultimam os detalhes para o início da próxima temporada com seus times, como explicou em sua conta no Instagram Douglas Souza.

“Estou em um momento prestes a viver a experiência de morar fora do Brasil pela primeira vez e estou muito feliz com essa oportunidade. Tenho uma série de coisas para organizar e esse é um período que preciso me dedicar a vida pessoal. Vou estar na torcida, acompanhando a seleção e desejo boa sorte a todos.”

  • Levantadores: Bruninho e Fernando Cachopa
  • Ponteiros: Lucarelli, João Rafael, Vaccari e Adriano
  • Centrais Lucão, Isac, Flávio e Cledenilson
  • Opostos: Alan e Abouba
  • Líberos: Thales e Maique

No Sul-Americano o Brasil estará na sua zona de conforto, já que venceu 32 das 33 edições disputadas.

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