Após longa espera, Camila Brait estreia nos Jogos Olímpicos em Tóquio 2020

Líbero da seleção feminina de vôlei chegou a jurar que não vestiria novamente a camisa do Brasil, mas mudou de ideia ao se tornar mãe e estará em Tóquio 2020 em 2021

Sheila Vieira
Foto: 2014 Getty Images

Um dos temas da seleção feminina de vôlei do Brasil em Tóquio 2020 são as segundas chances. Para a líbero Camila Brait, o sentimento é parecido com o da central Carol Gattaz, cortada de duas edições anteriores dos Jogos Olímpicos, mas que enfim terá a chance de disputá-los.

Antes dos Jogos de Londres 2012, o treinador José Roberto Guimarães retirou Brait da lista de convocadas nos últimos momentos, o que não foi uma surpresa já que a equipe ainda contava com Fabi na posição de líbero.

No entanto, o corte se repetiu antes da Rio 2016, na qual Leia foi convocada para a posição de líbero. Na época, Brait afirmou que jamais voltaria a defender a seleção brasileira.

A equipe, bicampeã Olímpica em Beijing 2008 e Londres 2012, perdeu nas quartas de final em casa para a China na Rio 2016.

O ano seguinte trouxe uma mudança ainda mais importante na vida de Brait: ela tornou-se mãe de Alice. O impacto da maternidade em sua carreira foi extremamente positivo. Além de se destacar bastante na Superliga de vôlei, Brait repensou seu ‘boicote’ à seleção brasileira, após rejeitar algumas convocações de Guimarães.

"Depois que a Alice nasceu eu tive uma maturidade, me deu um 'up', porque meu maior sonho era ser mãe. Quero que minha filha me veja no pódio."

- Camila Brait à TV Globo

José Roberto Guimarães convenceu Brait a retornar à seleção em 2019, no momento em que mais uma edição dos Jogos Olímpicos se aproximava.

“Camila Brait, hoje, é uma jogadora que está atravessando um período muito bom em termos de maturidade, de tranquilidade, de uma forma completa. Principalmente depois que se tornou mãe, que veio a Alice. Mas Camila foi uma jogadora que nunca desistiu, que sempre tentou. Vejo a Camila muito mais solta. Ela está em sua plenitude.”

- José Roberto Guimarães ao ge.com

Mineira do município de Frutal, Brait de destacou em clubes de Uberlândia, até passar a defender o São Caetano e depois o Osasco, equipe que defende até hoje. A líbero conquistou dois títulos da Superliga em 2010 e 2012 e começou a fazer parte das convocações da seleção brasileira. Brait participou da equipe prata no Mundial de 2010 e bronze em 2014.

No entanto, sempre havia um obstáculo entre Brait e o sonho Olímpico. Desta vez, será diferente. E Alice estará assistindo.

Jogadoras da seleção brasileira de vôlei em Tóquio 2020 

Confira a equipe que tentará o tricampeonato Olímpico: 

  • Levantadoras: Macris e Roberta

  • Oposta: Tandara

  • Oposta/Ponteira: Rosamaria

  • Ponteiras: Natália, Fernanda Garay, Gabi e Ana Cristina

  • Centrais: Carol, Bia e Carol Gattaz

  • Líbero: Camila Brait

Jogos da seleção feminina de vôlei do Brasil em Tóquio 2020

O Brasil faz parte do Grupo A, com Japão, Quênia, República da Coreia, República Dominicana e Sérvia. Confira aqui a programação completa do vôlei em Tóquio 2020.

  • 25 de julho – Brasil x República da Coreia - 21:45 (horário de Tóquio) e 9:45 (horário de Brasília)
  • 27 de julho – Brasil x República Dominicana - 19:40 (horário de Tóquio) e 7:40 (horário de Brasília)
  • 29 de julho – Japão x Brasil - 19:40 (horário de Tóquio) e 7:40 (horário de Brasília)
  • 31 de julho – Sérvia x Brasil - 16:25 (horário de Tóquio) e 4:25 (horário de Brasília)
  • 2 de agosto – Brasil x Quênia - 21:45 (horário de Tóquio) e 9:45 (horário de Brasília)