Cinco curiosidades sobre Manex Silva, representante brasileiro do esqui cross-country

Uma das revelações brasileiras na delegação que irá a Beijing 2022, o esquiador hispano-brasileiro Manex Silva já entrou para a história do esporte do país nos Jogos da Juventude Lausanne 2020 e se desdobra entre treinos e os estudos para seguir carreira no esporte. O Olympics.com traz essas e mais algumas curiosidades sobre o atleta.

Daniel Perissé
Foto: COB

Mesmo com apenas 19 anos, o brasileiro Manex Salsamendi Silva já possui muita bagagem nos esportes de inverno. Detentor das melhores marcas do Brasil no esqui cross-country, ele brilhou pela primeira vez nos Jogos Olímpicos da Juventude, conquistando o melhor resultado sul-americano do esporte, e agora tentará fazer o mesmo em Beijing 2022.

“Isso me motiva e mostra que, não importa o país, não importa que eu seja do Brasil. Se eu treinar e for consistente, consigo superar países que têm muito mais cultura de neve”, disse Manex.

O esquiador hispano-brasileiro terá uma agenda intensa em Pequim, na disputa das seguintes provas: esquiatlo 15km + 15km masculino (dia 6 de fevereiro, às 15h locais ou 4h de Brasília), sprint livre masculino (8 de fevereiro, entre 16 e 22h locais ou 5 e 9h de Brasília), 15km clássico masculino (11 de fevereiro, às 15h locais ou 4h de Brasília) e largada em massa 50km (dia 19 de fevereiro, às 14h locais ou 3h de Brasília). Confira a programação completa do esqui cross-country.

O Olympics.com lista abaixo cinco curiosidades sobre o atleta, que fará sua primeira participação em Jogos Olímpicos de Inverno.

1) Concilia treinos, competições e... estudos

Morando na Espanha desde a infância, Manex precisa conciliar os treinos e competições de esqui cross-country pelo mundo com o curso de Ciências da Atividade Física e do Esporte que estuda na Catalunha.

“Preciso falar com os professores, justificar as faltas. Como eu não estou na seleção espanhola, é mais difícil porque preciso mediar entre a confederação brasileira e a universidade”, comentou.

2) É o atual campeão brasileiro de rollerski

Além de diversos eventos da FIS (Federação Internacional de Esqui) na neve, Manex Silva participou em 2021 do circuito brasileiro de rollerski, sagrando-se campeão no masculino ao ter o melhor desempenho na soma de seus oito melhores resultados no ano.

O rollerski é o esqui com rodas que os esquiadores do cross-country praticam quando não há neve. O circuito brasileiro conta para que os atletas obtenham os índices da FIS, fundamentais para a classificação aos Jogos Olímpicos de Inverno.

3) Quebrou recordes nos Jogos de Inverno da Juventude

Aos 17 anos, Manex Silva se destacou pela primeira vez ao obter o melhor resultado de um sul-americano em todas as provas disputadas nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude Lausanne 2020, competindo contra atletas de países como Argentina e Chile. Seu principal resultado foi estar no top 40 na prova de sprint.

Dois anos depois, ele espera usar essa experiência para conseguir quebrar marcas também em sua primeira participação nos Jogos Olímpicos de Inverno.

“A sensação deve ser parecida, porque é tudo muito grande, tem atletas do mundo inteiro, tem Vila Olímpica, gente de todos os esportes. Foi muito impactante. Já competi em Mundiais, mas nem se compara”, destacou o esquiador ao Olympics.com.

4) Nascido em Rio Branco, no Acre

Apesar da longa trajetória na Europa, Manex Salsamendi Silva nasceu no dia 24 de julho de 2002 na cidade de Rio Branco, capital do Acre. Filho de pai espanhol e mãe brasileira, ele viajou para a Espanha aos dois anos de idade.

5) Esquiadora brasileira foi inspiração para carreira Olímpica

Morando a 25 minutos de carro dos Pirineus e perto de um clube de esqui desde muito novo, Manex Silva logo se encontrou no cross-country. Mas a oportunidade de competir nos Jogos Olímpicos de Inverno só surgiu após conhecer a esquiadora brasileira Mirlene Picin.

“Aqui na Espanha existe um time de esqui, mas aqui tem menos apoio ao atleta jovem, eles são mais focados em adultos de altíssimo rendimento. Eu teria mais apoio no Brasil, então entrei em contato com a CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve) e agora posso competir em vários lugares que jamais imaginei competir”, destacou Manex.

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