Italo Ferreira busca primeira vitória na temporada da WSL em Bells Beach, praia de ‘grandes memórias’

A quarta etapa da World Surf League acontece de 10 a 20 de abril em Bells Beach, na Austrália, local onde o campeão Olímpico teve seu primeiro grande resultado. Filipe Toledo e Tatiana Weston-Webb tentam manter embalo.

Sheila Vieira
Foto: 2021 Getty Images

Primeiro medalhista Olímpico de ouro no surfe masculino, Italo Ferreira ainda busca sua primeira vitória na temporada da World Surf League 2022. O brasileiro chega sob relativa pressão a Bells Beach, na Austrália, para a quarta etapa do ano, de 10 a 20 de abril.

Italo terminou em 9º e 17º nas duas primeiras etapas, no Havaí, e se recuperou em Portugal com um terceiro lugar. O potiguar ocupa a 10ª colocação na classificação geral.

“Portugal foi um diferencial para mim. No Havaí realmente eu acabei decepcionando, fiquei um pouco frustrado com os meus resultados. Estava indo muito bem, fisicamente e mentalmente bem e muito confiante. Acho que a confiança acabou prejudicando em alguns momentos”, disse Italo ao programa de TV Band Esporte Clube.

“Poderia ter ido bem melhor, mas beleza, vida que segue. Tenho dois grandes eventos agora na Austrália, etapas em que vou muito bem, que encaixam bem com o meu surfe”, acrescentou Italo, que passou o tempo entre as etapas de Portugal e Austrália em casa, em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte.

Após Bells Beach, os surfistas vão a Margaret River, a partir de 24 de abril.

As águas de Bells Beach podem ser uma grande inspiração para Italo. Foi lá que o surfista venceu sua primeira etapa no circuito principal em 2018, derrotando seu ídolo, o australiano Mick Fanning, que foi convidado para a etapa em 2022.

“As coisas estavam muito perfeitas naquele evento. Em todas as baterias que eu vencia, aquele era o meu momento de concentração, de fazer a minha oração e ficar sem tantas câmeras ao meu redor. Realmente depois que eu venci precisei colocar tudo para fora. Eu não poderia imaginar como foi construída essa história: de vencer o Mick Fanning na final – alguém que eu cresci admirando –, em sua última prova antes da aposentadoria. Seria impossível sonhar com o que aconteceu. Foi dali para frente que eu comecei a me destacar”, lembrou Italo em entrevista para a revista Trip.

Também em Bells Beach, Italo passou por um renascimento ao ser resgatado depois de bastante tempo submerso. “Em 2018 venci minha primeira etapa, em 2019 quase morri no mesmo lugar. Lugares de grandes memórias”, comentou o surfista, campeão mundial em 2019, ao Band Esporte Clube.

Em sua primeira bateria em Bells Beach em 2022, Italo estreia contra os havaianos Ezekiel Lau e Imaikalani Devault.

Filipe Toledo e Tatiana Weston-Webb lideram Brazilian Storm

Com o vice em Portugal, Filipe Toledo subiu para a quarta colocação na temporada, melhor brasileiro até o momento. Ele também tem boas recordações de Bells Beach, onde foi segundo em 2019.

“A volta de Bells para o calendário é algo muito bom para todos os surfistas. É um lugar histórico, com ondas perfeitas e onde muitos surfistas sonham em ir para a final um dia. Tenho boas lembranças de quando competi aqui pela última vez, quando fui para a final. Espero que eu possa conseguir ótimos resultados de novo”, afirmou Filipe.

Em busca de seu primeiro título na WSL, Filipe enfrenta em sua primeira bateria o brasileiro Samuel Pupo e o australiano Mick Fanning.

“Bells era o convite que eu realmente queria. É um lugar que está muito perto do meu coração, então estou bem animado para competir lá. Eu gosto muito da onda de Bells. A velocidade dela, as paredes abrindo e o fato de ser um point break de direitas. Eu amo tudo que vem com Bells, a história, as falésias, a reunião da galera no estacionamento, é tudo incrível”, comemorou Fanning para o site da WSL.

Outro tricampeão, o brasileiro Gabriel Medina, segue fora do circuito para cuidar de sua saúde mental. Os líderes da WSL no momento são o japonês Igarashi Kanoa – medalhista Olímpico de prata em Tóquio 2020 - e o americano Kelly Slater.

A única vitória do Brasil na WSL neste ano veio da prancha de Tatiana Weston-Webb. Ela venceu em Portugal sua terceira etapa da carreira.

“Estou muito grata. Deus tem um plano para tudo e acredito nisso, sempre… Foi uma final emocionante, com várias trocas na liderança a cada onda. Eu me senti em sintonia com as ondas, mas o mar estava congelante. Foi a primeira vez que eu usei roupa de borracha com manga curta aqui e meus braços estavam queimando de tanto frio”, afirmou Tatiana após a vitória.

Na Austrália, ela enfrenta na estreia as australianas Sally Fitzgibbons e Bronte Macaulay. As líderes da temporada até o momento são a costarriquenha Brisa Hennessy e a havaiana Carissa Moore, campeã Olímpica pelos EUA.

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