Os 12 atletas que representaram Portugal nos Jogos Olímpicos de Inverno

Do esqui alpino ao bobsled e passando pela patinação de velocidade, Portugal tem uma história diversa nos esportes de inverno. Saiba quem foram os pioneiros e quem tem chance de ir a Beijing 2022.

Foto: 2018 Getty Images

Entre os países europeus, Portugal é um dos menos habituados a invernos rigorosos e neve. Mesmo assim, a nação de pouco mais de 10 milhões de habitantes conseguiu levar 12 atletas a oito edições dos Jogos Olímpicos de Inverno em diversas modalidades. Relembre quem foram os pioneiros e saiba quem deve representar o país em Beijing 2022, a partir de 4 de fevereiro.

Duarte Espírito Santo Silva

O pioneiro da participação Olímpica de Portugal nos esportes de inverno quase teve companhia: seu amigo Carlos Gonçalves desistiu pouco antes da competição. Os dois gostavam de esquiar e foram incentivados por um austríaco a se inscreverem nos Jogos de Inverno.

António Reis, Jorge Magalhães, João Poupada e João Pires

  • Esporte: bobsled
  • Jogos Olímpicos: Calgary 1988
  • Resultados: 34º no 2-man (Reis/Poupada) e 25º no 4-man

Logo à frente da célebre equipe jamaicana de bobsled em Calgary 1998, terminou o time português, que possui uma história tão interessante quanto a dos caribenhos. Luso-canadense, Reis juntou seus amigos para aprender o esporte e fazer Portugal retornar aos Jogos de Inverno após 36 anos. Saiba mais sobre a curiosa história deste time.

Equipe portuguesa de bobsled durante os Jogos Olímpicos de Inverno Calgary 1988. 

Georges Mendes

Luso-francês, Mendes havia se classificado para Albertville 1992, mas uma lesão o impediu de competir. No entanto, ele teve a sorte de estar ativo justamente no único período em que houve dois Jogos de Inverno em menos de quatro anos, marcando presença no esqui alpino.

Mafalda Queiroz Pereira

Dona do melhor resultado de Portugal nos Jogos de Inverno e porta-bandeira em Nagano 1998, Pereira fez a transição da ginástica artística para o aerials e tinha um futuro promissor no esporte. No entanto, logo após os Jogos, ela sofreu uma lesão no joelho que encerrou sua carreira.

Fausto Marreiros

Primeiro patinador de velocidade português a se classificar para os Jogos de Inverno, o luso-neerlandês está atualmente trabalhando com a Federação Portuguesa de Desportos de Inverno para desenvolver o esporte no país, que tem grande sucesso na patinação sobre rodas. Marreiros treina o compatriota Diogo Marreiros (apesar do sobrenome, não são parentes), que está crescendo na modalidade.

Danny Silva

  • Esporte: esqui cross-country
  • Jogos Olímpicos: Turim 2006 e Vancouver 2010
  • Resultados: 93º em Turim e 95º em Vancouver, ambos nos 15km

Nascido nos EUA, Silva conseguiu se classificar para duas edições Olímpicas. Na segunda, no Canadá, ele tinha 36 anos. Ele também praticou atletismo e triatlo. O esquiador teve a honra de portar a bandeira portuguesa em quatro cerimônias, as de abertura e de encerramento de 2006 e 2010.

Danny Silva em Vancouver 2010.
Foto: 2010 Getty Images

Arthur Hanse

  • Esporte: esqui alpino
  • Jogos Olímpicos: Sochi 2014 e PyeongChang 2018
  • Resultados: não completou (slalom e slalom gigante) em Sochi, e 38º e 66º no slalom e slalom gigante, respectivamente, em PyeongChang.

Francês de nascimento, Hanse começou a competir por Portugal em 2013, pouco antes dos Jogos de Sochi. “É uma grande honra competir por Portugal em competições internacionais porque estou a representar uma parte da minha família e um país de que gosto muito!”, disse Hanse em 2018. O esquiador foi porta-bandeira na abertura de 2014 e no encerramento em PyeongChang.

Arthur Hanse compete em PyeongChang 2018.
Foto: 2018 Getty Images

Camille Dias

  • Esporte: esqui alpino
  • Jogos Olímpicos: Sochi 2014
  • Resultados: 59ª no slalom gigante e 40ª no slalom

Mais uma esquiadora promissora que teve um término precoce de sua carreira foi Dias, criada na Suíça. Ela tinha apenas 17 anos quando conquistou bons resultados na Rússia, mas acabou encerrando a carreira dois anos depois. Na Cerimônia de Encerramento de Sochi, ela carregou a bandeira portuguesa.

Camille Dias no slalom em Sochi 2014.
Foto: 2014 Getty Images

Kequyen Lam

  • Esporte: esqui cross-country
  • Jogos Olímpicos: PyeongChang 2018
  • Resultados: 109º nos 15km

Filho de pais vietnamitas, que viraram refugiados em Macau, Lam cresceu no Canadá, mas acabou indo aos Jogos Olímpicos representando a bandeira portuguesa. Antes do cross-country, ele praticava snowboard, mas uma lesão o impediu de se classificar para Sochi. A mudança para os esquis deu certo, já que ele enfim foi aos Jogos em PyeongChang, onde foi porta-bandeira na abertura.

Kequyen Lam em ação em PyeongChang 2018.
Foto: 2018 Getty Images

Portugueses nos Jogos de Inverno da Juventude

Além dos 12 atletas que participaram dos Jogos Olímpicos de Inverno, Portugal também contou com quatro atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude. Em Lillehammer 2016, o esquiador alpino luso-suíço Andrea Bugnone foi 31º no super-G, 27º no slalom e 21º no combinado. Na mesma edição, Joana Lopes terminou em 35º lugar no slalom gigante.

Em Lausanne 2020, o esqui alpino também teve atletas portugueses. Manuel Ramos foi 36º no slalom e 47º no slalom gigante, enquanto Vanina Guerillot não conseguiu completar suas provas.

Andrea Bugnone sofre queda no slalom gigante em Lillehammer 2016.
Foto: Youth Information Service (YIS)/IOC.

Portugal nos Jogos de Pequim

O país já garantiu uma vaga no esqui cross-country, que deve ser confirmada para José Cabeça. O luso-australiano Christian de Oliveira está em busca da classificação no slalom gigante paralelo do snowboard.

O patinador de velocidade Diogo Marreiros e a dupla mista do curling de Steve e April Seixeiro tiveram bons desempenhos na temporada, mas não conquistaram a vaga Olímpica desta vez.

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