Após participação histórica no skeleton, Nicole Silveira quer o pódio em Milano-Cortina 2026

Brasileira acredita que já poderia estar no top 5 e confia em se desenvolver durante o próximo ciclo Olímpico.

Foto: 2022 Getty Images

Dona da segunda melhor marca de um brasileiro nos Jogos Olímpicos de Inverno com a 13ª colocação no skeleton em Beijing 2022, Nicole Silveira busca um objetivo bem mais ambicioso para daqui a quatro anos, em Milano-Cortina 2026: conquistar uma medalha.

"Com certeza o pódio é o objetivo [para 2026]," afirmou Nicole, que pratica a modalidade há pouco mais de três anos.

Primeira representante do Brasil no skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno, a gaúcha terminou a competição a 2s86 da alemã Hannan Neise, campeã Olímpica. Apesar do grande resultado, ela acha que pode ir mais longe - ou melhor, mais rápido.

"Na primeira descida [em Beijing 2022], eu tinha potencial para estar no top 5. Se continuar me desenvolvendo desse jeito, os próximos quatro anos serão muito especiais", disse Nicole.

'Não tenho data final'

Nicole se disse "muito feliz" com seu desempenho e por ter aprendido o skeleton muito rápido em quatro anos. E ela quer ir além de 2026:

"No primeiro ano o objetivo era chegar aqui, não sabia se ia para 2026. Agora é certeza que vou continuar e quem sabe 2030. Não tenho data final".

Apesar de achar que o top 10 era possível, Nicole sabe que superou expectativas em Beijing 2022. "Sou muito competitiva, então sempre quero fazer melhor. Meu treinador anota os objetivos e ele sempre diz que estamos sempre um passo a mais", afirmou Nicole, que está empolgada para voltar a treinar.

"Estou muito animada para as próximas temporadas, já quero começar de novo. O que eu consegui aprender e consegui fazer aqui me mostra que eu tenho potencial, tenho muito ainda a aprender", acrescentou.

Nicole quer mais brasileiros no skeleton

A brasileira não fazia ideia de que seu feito traria tanta repercussão no país, principalmente por conta da pouca tradição em esportes de inverno.

"Às vezes não acredito que trouxe o Brasil para cá. Eu estar em todos os canais no Brasil, nunca imaginaria isso acontecer. Não caiu a ficha, não sei quando vai cair", comentou.

Outro de seus objetivos é servir de exemplo para que mais brasileiros comecem a praticar o skeleton e, quem sabe, ir além dela em termos de resultado.

"Espero que essa empolgação não pare assim, que ela continue e que a gente consiga mais atletas. É um grande feito que estou parando para processar", finalizou.

Praticante do skeleton há pouco mais de três anos, Nicole viveu um mágico ciclo Olímpico. Já no top 20 no Campeonato Mundial no início de 2021, ela foi oitava colocada no evento-teste em Yanqing e campeã da Copa América sem disputar as últimas etapas. A brasileira então se testou contra as melhores do mundo na Copa do Mundo e conquistou uma nona colocação em Altenberg, na Alemanha, em dezembro de 2021, antes de Beijing 2022.

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