Brasil já tem 20 campeões Paralímpicos em Tóquio 2020

Ao décimo dia o goalball masculino festejou um ouro inédito nos Jogos Paralímpicos. Também houve medalhas na canoagem e no parataekwondo.

Gonçalo Moreira
Foto: Ale Cabral/CPB

Foi uma campanha com um saldo de seis vitórias, uma derrota, 60 gols marcados e 28 sofridos. Coroada com um triunfo na final sobre a China por 7-2 – três gols de Leomon e Parazinho, um do capitão Romário – a seleção masculina de goalball ganhou finalmente o ouro nos Jogos Paralímpicos, isto após ter sido vice-campeã em Londres 2012 e medalha de bronze na Rio 2016. Aos bicampeões mundiais só faltava mesmo o ouro Paralímpico, que chegou em Tóquio 2020.

Com um torneio mais irregular, a seleção feminina ficou perto do bronze, mas na disputa pelo 3º lugar perdeu contra o Japão por 6-1. A Turquia ganhou aos EUA e defendeu com êxito o título da Rio 2016.

Luis Carlos Cardoso conquista a prata na categoria KL1 200m da canoagem de velocidade em Sea Forest Waterway, em Tóquio 2020
Foto: Miriam Jeske/CPB

Canoagem e parataekwondo na rota das medalhas

A primeira medalha do dia 10 de Jogos Paralímpicos aconteceu no Sea Forest Waterway, onde decorrem os eventos de canoagem. Luís Carlos Cardoso venceu a medalha de prata nos 200m (classe KL1) naquela que é apenas a segunda medalha da canoagem em Jogos Paralímpicos – a primeira foi o bronze na Rio 2016 na estreia do esporte no programa. Luís Carlos Cardoso voltará a competir no dia 3, às 22:04 (horário de Brasília) na semifinal do VL 200m.

Nota ainda para a medalha de bronze de Silvana Fernandes no parataekwondo, na categoria até 58kg (classe K44). A paraibana de 22 anos ganhou o combate frente a Gamze Gurdal (Turquia) por 26-9 e deu continuidade à grande estreia do esporte em Jogos Paralímpicos, já que logo ao primeiro dia Nathan Torquato foi campeão da categoria de até 61kg (classe K44).

Canoagem e parataekwondo na rota das medalhas, pior sorte teve o ciclismo. O craque Lauro César Chaman saiu de Tóquio 2020 com o 4º lugar na prova de resistência (classe C4-C5) num evento onde o atual campeão mundial pagou as consequências físicas da queda na prova de contrarrelógio e acabou fora do pódio após um percurso duro de 92,4km debaixo de chuva e vento. Não foram uns Jogos Paralímpicos com estrelinha de campeão para Lauro César Chaman, prova disso foi o contrarrelógio onde vinha fazendo tempo para discutir as medalhas até que caiu já perto do final.

Lauro César Chaman e André Luiz Grizante durante a prova de resistência em Tóquio 2020
Foto: Juan Bautista Benavent / CBC

Grande momento dos lançadores brasileiros

O atletismo continua sua entrega diária de pódios, particularmente nas provas de campo, onde ontem Alessandro da Silva dominou o lançamento de disco. Capitalizando o grande momento dos lançadores brasileiros, Thiago Paulino dominou o arremesso de peso (classe F57, atletas cadeirantes).

Um lançamento de 15,10m parecia ter valido o ouro ao bicampeão e recordista mundial, que chegou a ser proclamado vencedor da prova, mas um posterior protesto da China acabou por relegar o brasileiro para o lugar de bronze. O Comitê Paralímpico Brasileiro esgotou os protestos, sem efeito. No mesmo evento, Marco Aurélio Borges ficou com a prata com 14,85m, enquanto o campeão paralímpico na Rio 2016, o chinês Guoshan Wu, subiu de 2º a 1º após a decisão do júri de apelação.

Também João Victor levou o bronze no lançamento de disco (classe F37, atletas com paralisia cerebral) ao chegar nos 51,86m. O carioca já tinha sido 3º classificado no arremesso de peso.

No salto em distância, Jardênia Felix (classe T20, deficientes intelectuais) foi 5ª colocada, mas saiu da prova com o novo recorde das Américas graças à marca de 5,29m obtida logo no primeiro salto.

SEJA OLÍMPICO, GANHE TUDO ISSO.

Eventos esportivos ao vivo gratuitos. Acesso ilimitado a séries. Notícias e destaques olímpicos sem igual