Jogos Paralímpicos: Alessandro Silva ouro na chuva “à Senna”

Ao nono dia em Tóquio 2020 o atletismo ofereceu ouro, prata e bronze ao Brasil. Alessandro Silva foi campeão no lançamento de disco com mau tempo e inspirado por Ayrton Senna. Há medalhas à vista no goalball e o futebol de cinco lutará pelo penta contra a Argentina.

Gonçalo Moreira
Foto: Wander Roberto/CPB

É paulista, tem 37 anos e compete na classe F11 (atletas cegos). Alessandro Silva é também um dos grandes nomes de Tóquio 2020 pelo domínio nas provas de campo na sua classe, já que depois de ganhar o arremesso de peso, voltou ao estádio Olímpico para conquistar a medalha de ouro no lançamento de disco.

Ao lançar 43,16 superou sua própria anterior melhor marca que já era recorde Paralímpico (43,06m), sem se deixar perturbar por uma sessão marcada pela chuva. O atleta de Santo André foi o dominador do ciclo Paralímpico, é bicampeão mundial no lançamento de disco e defendeu o título da Rio 2016.

"Pressão e chuva! Tudo isso deu mais emoção para esta conquista. O Ayrton Senna ganhava na chuva e tem muito brasileiro que trabalha todo dia na chuva. A gente tem que se espelhar nessas pessoas", disse Alessandro Silva ao site do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Foi um excelente dia para as provas de campo já que Marivana Oliveira foi 2ª no arremesso de peso (classe F35, paralisia cerebral) e além da prata da lançadora chegou também uma medalha de bronze por Mateus Evangelista no salto em distância (T37, paralisia cerebral).

Além do atletismo, nota para a história medalha de ouro no parataekwondo para Nathan Torquato. É a primeira vez que o esporte faz parte do programa Paralímpico e em Tóquio 2020 deixa uma história insólita nesta categoria de até 61kg (classe K44). Nathan Torquato obteve a classificação batendo Antonino Bossolo (Itália) por 37-34 e beneficiou do facto de na outra semifinal Homaed Elzayat (Egito) ter recebido um pontapé na cara de Daniil Sidorov (Comitê Paralímpico Russo); Sidorov foi desclassificado e o egípcio ficou sem condições para disputar a final.

Nathan Torquato ouro no parataekwondo em Tóquio 2020 na categoria até 61kg (classe K44)
Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro

Goalball masculino na final e clássico com a Argentina no futebol de cinco

Prata em Londres 2012, bronze na Rio 2016, será que em Tóquio 2020 vai chegar finalmente o ouro para o Brasil no goalball masculino? A vitória por 9-5 sobre a Lituânia na semifinal foi a confirmação do que já tínhamos visto logo na estreia em Tóquio 2020, quando o Brasil goleou a atual campeã Paralímpica por 11-2. Desta vez Josemarcio Sousa, o Parazinho, marcou seis gols e colocou a seleção masculina de goalball na final contra a China, onde os bicampeões mundiais querem chegar à medalha de ouro, a única que falta na coleção.

A seleção feminina esteve perto de seguir o mesmo caminho, mas nos pênaltis deixou fugir a classificação para a final quando a goleira Mindy Cook parou a ação de Gaby. O Brasil esteve vencendo os EUA por 2-0 (gols de Jéssica), mas consentiu o empate e na lotaria das penalidades acabou eliminado, tendo ainda a possibilidade de faturar a medalha de bronze.

Em busca do penta estará a seleção de futebol de cinco, que domina o esporte desde a sua introdução nos Jogos Paralímpicos. Apesar do favoritismo, o Brasil suou para eliminar Marrocos por 1-0 com um gol contra após uma boa pressão de Jefinho. A final será contra a Argentina, dia 3, às 5:30 (horário de Brasília).

 Goalball masculino na final e clássico com a Argentina no futebol de cinco, sem esquecer o possível bronze no goalball feminino. Podem pintar várias medalhas para o Brasil nas modalidades coletivas em Tóquio 2020.

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