Cinco fatos sobre a natação brasileira em Tóquio 2020 

Enquanto a maioria das atenções mundiais se voltam para os americanos Katie Ledecky e Caeleb Dressel, nadadores brasileiros buscam seus melhores resultados em águas japonesas.

Sheila Vieira
Foto: 2019 Getty Images

A natação nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 tem tudo para contar com recordes mundiais e medalhas de ouro dos americanos Katie Ledecky, a rainha das provas de fundo, e Caeleb Dressel, especialista nas provas de velocidade e no nado borboleta.

Porém, a história Olímpica mostra que o Brasil sempre pode subir ao pódio, como fez em 13 oportunidades na piscina e uma vez na maratona aquática.

Apesar de o país não ter subido ao pódio na Rio 2016 na piscina, a última edição Olímpica teve oito finais com brasileiros, um recorde. Confira cinco fatos sobre a equipe brasileira que vai a Tóquio 2020:

Maior delegação da natação em Jogos fora do Brasil

O país terá 26 nadadores competindo na piscina do Centro Aquático de Tóquio, a segunda maior delegação da história. Apenas a Rio 2016, na qual o país contava com vagas garantidas por ser país anfitrião, teve uma equipe maior, com 33. Em Londres 2012, por exemplo, 19 atletas representaram a bandeira verde e amarela nas piscinas.

Equipe terá 16 estreantes

Boa parte da equipe brasileira terá a experiência dos Jogos Olímpicos pela primeira vez. No entanto, isso não significa que esses nadadores são novatos na elite do esporte.

"A maioria dos atletas já tem vivência internacional. Isso é importante para a nova geração. Ver que atletas mais novos na primeira edição dos Jogos Olímpicos motiva os atletas da base".

- Viviane Jungblut, nadadora brasileira

Jungblut não conseguiu participar da seletiva brasileira em abril por testar positivo para COVID-19, mas teve a oportunidade de buscar o índice em junho.

Entre os veteranos estão os finalistas da Rio 2016 Bruno Fratus, Etiene Medeiros, Marcelo Chierighini, Guilherme Guido e Gabriel Santos.

Dez nadadoras se classificaram

A inclusão dos 1500m livre no programa feminino da natação não favoreceu somente a recordista mundial Katie Ledecky, mas também garantiu a entrada de Beatriz Dizotti, que superou uma tendinite logo antes da seletiva Olímpica, e Viviane Jungblut à equipe brasileira.

Com apenas 16 anos e ainda estudante do Ensino Médio, Stephanie Balduccini estará em Tóquio para a disputa do revezamento 4x100m livre. Ela será a nadadora mais jovem do país em Jogos Olímpicos desde Ricardo Prado, que disputou Moscou 1980 aos 15 anos.

"Eu não achei que fosse acontecer tão rápido. A minha única competição grande foi o Sul-Americano. Agora, vou para os Jogos Olímpicos adultos."

- Stephanie Balduccini ao Superesportes

Outra nova prova do programa Olímpico, o 4x100 medley misto, contará com Giovanna Diamante, Felipe Lima, Larissa Oliveira e Guilherme Basseto.

Bruno Fratus é um dos favoritos

Aos 32 anos, Fratus continua entre os principais nomes da prova dos 50m livre. Seus principais oponentes são Caeleb Dressel (USA), Vladimir Morozov (ROC), Benjamin Proud (GBR) e Florent Manaudou (FRA). O brasileiro foi quarto lugar em Londres 2012, apenas dois centésimos atrás do medalhista de bronze César Cielo Filho, e sexto na Rio 2016.

Não se esqueça da maratona aquática

Uma disciplina à parte nos Jogos Olímpicos, a maratona aquática tem trazido boas ondas ao Brasil. A medalhista de bronze da Rio 2016 Poliana Okimoto não participará de Tóquio 2020, mas a pentacampeã mundial Ana Marcela Cunha estará em busca da única medalha que falta em seu irretocável currículo.

Programação da natação em Tóquio 2020

A natação será disputada de 24 de julho a 1 de agosto, quando acontece a final dos 50m livre masculino, no Centro Aquático de Tóquio. Já a maratona aquática acontece na Marina de Odaiba nos dias 4 (feminino) e 5 (masculino) de agosto.