Nem Michael Phelps resiste à loucura dos “trials”

Michael Phelps foi a Omaha assistir às seletivas norte-americanas. Maior atleta Olímpico da história viu Katie Ledecky dar show antes de Tóquio 2020.

Gonçalo Moreira

A natação é o segundo maior esporte dos Jogos Olímpicos, reunindo um total de 35 eventos na Tóquio 2020. Apenas o atletismo oferece mais medalhas.

Os EUA são a maior potência na piscina com 553 medalhas em Jogos, das quais 44 por cento são de ouro, números bárbaros quando comparamos com o Brasil que apenas em uma ocasião venceu um título Olímpico: foi em Beijing 2008, com César Cielo Filho, nos 50m livre. O paulista coleciona ainda dois bronzes, mas não é o atleta mais medalhado da natação brasileira. Esse privilégio pertence a Gustavo Borges, com quatro medalhas:

  • Barcelona 1992: prata nos 100m livre
  • Atlanta 1996: prata nos 200m livre e bronze nos 100m livre
  • Sydney 2000: bronze no revezamento 4x100m livre
Cesar Cielo Filho
Foto: 2015 Getty Images

Michael Phelps foi espetador VIP nos "trials"

Por todo esse histórico norte-americano na natação, os "trials" ou seletivas, são uma espécie de final antecipada em muitos eventos e classificam os atletas para representar os EUA em distintas distâncias. A expectativa é tanta que nem o atleta com mais medalhas da história dos Jogos Olímpicos (28, entre as quais 23 de ouro) resistiu. Michael Phelps e a família foram espetadores VIP nos "trials" que acontecem na cidade de Omaha, estado do Nebraska.

Estreante em Sydney 2000 com apenas 15 anos e um 5º lugar nos 200m borboleta (5º), a “Bala de Baltimore” se mostrou intratável em Atenas 2004 botando a mão em seis ouros e dois bronzes, repetindo a quantidade em Pequim 2008, mas melhorando a performance para oito títulos Olímpicos. A história de Michael Phelps continuou em Londres 2012 com quatro ouros e duas pratas, até à inevitável retirada na Rio 2016 com mais cinco títulos Olímpicos e um total de seis medalhas.

Katie Ledecky é a rainha da “milha”

As novas adições para o programa dos Jogos de Tóquio 2020 são os 800m estilo livre masculino, os 1500m estilo livre feminino e o emocionante revezamento 4×100m medley misto. Katie Ledecky é a rainha da “milha”, por isso a prova era muito aguardada nas seletivas.

A pentacampeã Olímpica, que na Rio 2016 levou quatro títulos e quebrou dois recordes mundiais (nos 400m e 800m livre), se apresentou imbatível. Katie Ledecky não só venceu os 1500m com a melhor marca de 2021 (15:40.50), como também ganhou os 200m (1:55.11) batendo Allison Schmitt, campeã de Londres 2012, que também nadará na Tóquio 2020 e que recebeu o abraço de Michael Phelps no final da prova, já que ambos são amigos desde os tempos em que representavam Michigan State.

Nos “trials” se adotaram os mesmos timings de Tóquio 2020, o que para Katie Ledecky representa nadar duas finais em uma hora e meia nos Jogos. A agenda da atleta será preenchida com participações nos 400m livre e no revezamento 4x200 feminino.

O evento continua até domingo.