Brasil e EUA na final do vôlei feminino: confira horário, campanhas e principais jogadoras

Repetindo as finais de Beijing 2008 e Londres 2012, ambas vencidas pela seleção brasileira, o vôlei feminino chega ao jogo da medalha de ouro em Tóquio 2020 em 2021 neste domingo (8).

Sheila Vieira
Foto: 2021 Getty Images

O maior clássico do voleibol mundial será a grande final do torneio feminino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 em 2021. Brasil e Estados Unidos já disputaram duas finais Olímpicas, em Beijing 2008 e Londres 2012, ambas com ouro da seleção brasileira. Porém, desta vez, as americanas chegam com o favoritismo. A partida será à 1:30 da madrugada (horário de Brasília) do domingo, 8 de agosto. Confira as principais informações sobre este jogo imperdível.

Campanha do Brasil em Tóquio

Invicta no torneio, a seleção brasileira perdeu quatro sets em sete partidas.

  • Fase de grupos: Brasil 3x0 República da Coreia
  • Fase de grupos: Brasil 3x2 República Dominicana
  • Fase de grupos: Brasil 0x3 Japão
  • Fase de grupos: Sérvia 1x3 Brasil
  • Fase de grupos: Brasil 3x0 Quênia
  • Quartas de final: Brasil 3x1 ROC
  • Semifinal: Brasil 3x0 República da Coreia

A seleção feminina não chegou como favorita a Tóquio devido à falta de títulos recentes. No Mundial deste ciclo Olímpico, o país não subiu ao pódio. Na Liga das Nações de 2019 e 2021, ficou com a prata, perdendo neste ano justamente para os EUA na decisão. Resta saber se a cor da medalha mudará em Tóquio. Além dos dois ouros, o Brasil também conquistou dois bronzes, em Atlanta 1996 e Sydney 2000.

Fernanda Garay sem brincadeira

Maior pontuadora da vitória sobre a Coreia do Sul na semifinal, Fê Garay é peça fundamental da campanha. Aos 35 anos de idade, ela passa a experiência de quem já foi campeã Olímpica (Londres 2012), dando segurança às outras ponteiras do time. Jogando atualmente no Praia Clube, Garay também virou meme com suas expressões sérias durante as partidas.

"Uns anos atrás eu nem sabia que estaria jogando nesta equipe, e agora estar aqui indo para a final é inacreditável. É como um sonho. Mas quando eu paro e penso na oportunidade que temos no próximo jogo, eu me sinto muito motivada para jogar por este ouro".

- Fernanda Garay

Prazer, Rosamaria e Macris

Quem acompanha vôlei apenas nos Jogos Olímpicos talvez não estivesse tão familiarizado com elas antes de Tóquio 2020. Mas neste torneio, a ponteira e a levantadora têm deixado sua marca. Rosamaria, de 27 anos e atleta do clube italiano AGIL Volley Novara, encanta e diverte com suas frases provocadoras para as adversárias e seu comportamento "pistola" (do bem) na quadra.

"Os EUA são uma grande equipe. Elas são o time a ser batido. Mas nosso time tem crescido muito durante o torneio. Sabemos que a partida vai ser difícil, mas vai acontecer o que tiver que acontecer. Claro que vamos dar todo o nosso coração no próximo jogo."

- Rosamaria sobre a final

Conhecida como "Fada Vegana" por causa de sua alimentação, Macris é outra novidade muito positiva da seleção brasileira. Ela machucou o tornozelo durante a competição, mas conseguiu se recuperar a tempo da fase decisiva.

"Passamos por muitas barreiras nesse torneio e acho que merecemos essa vitória [na semi] porque superamos essas dificuldades ao estarmos juntas como um time graças à nossa torcida", disse Macris.

O momento de Carol Gattaz e Camila Brait

Após uma longa espera para conquistarem uma vaga nos Jogos Olímpicos, a central de 40 anos e a líbero de 32 estão honrando as posições que já foram de lendas como Thaísa e Fabi.

"Para nós, como seleção brasileira, sabemos que a expectativa e a pressão é alta. Mas também sabemos que podemos lidar com a pressão. No Rio, perdemos para a China, que terminaram campeãs, mas agora é a nossa chance de ganhar o ouro. Estou realmente aproveitando o momento e esse ambiente Olímpico. Eu ouvia sobre, mas agora estou vivendo isso. Eu quero o ouro", afirmou Brait.

José Roberto Guimarães x Karch Kiraly

Possivelmente o maior treinador da história do esporte brasileiro, Zé Roberto está em busca do quarto ouro Olímpico como treinador, 29 anos após o primeiro, com a seleção masculina em Barcelona 1992. Porém, do outro lado da rede, também há uma lenda.

Charles "Karch" Kiraly tentará comandar a seleção americana para seu primeiro título Olímpico no vôlei feminino. E de ouro ele entende bem. Foi campeão como jogador em LA 1984 e Seul 1988, além de ter levado as americanas ao bronze na Rio 2016.

Campanha dos EUA em Tóquio

Com três pratas e dois bronzes no vôlei feminino, os EUA estão na melhor posição possível para quebrar o tabu Olímpico em Tóquio. Confira os jogos do time até o momento:

  • Fase de grupos: EUA 3x0 Argentina
  • Fase de grupos: China 0x3 EUA
  • Fase de grupos: EUA 3x2 Turquia
  • Fase de grupos: EUA 0x3 ROC
  • Fase de grupos: EUA 3x2 Itália
  • Quartas de final: República Dominicana 0x3 EUA
  • Semifinal: Sérvia 0x3 EUA
Time feminino de vôlei dos EUA se abraça durante semifinal contra a Sérvia em Tóquio 2020 em 2021.
Foto: 2021 Getty Images

Os grandes destaques da vitória sobre o forte time sérvio nas semifinais foram Andrea Drews, que substituiu a lesionada Jordan Thompson, e Jordan Larson.

"É tudo que buscamos [o ouro]. Estivemos comprometidas nesse processo de quatro anos, agora cinco. Todos os olhos no ouro. Esse objetivo influenciou cada decisão que tomamos. Cada ponto marcado é um depósito em direção a esse objetivo", afirmou Drews.

Larson, por sua vez, preferiu transferir o favoritismo para o Brasil.

"As pessoas dizem que vamos estar muito pressionadas porque nunca ganhamos o ouro. Mas estamos sem nenhuma pressão porque nunca ganhamos. Então por que não cair atirando?"

- Jordan Larson

Que a batalha comece! A grande final do vôlei feminino será transmitida no Brasil por Globo/SporTV e Bandsports.

SEJA OLÍMPICO, GANHE TUDO ISSO.

Eventos esportivos ao vivo gratuitos. Acesso ilimitado a séries. Notícias e destaques olímpicos sem igual