Time Brasil em Beijing 2022: confira quais atletas brigam por vaga nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno

Os próximos Jogos Olímpicos de Inverno serão em fevereiro de 2022, e o Brasil já garantiu três vagas. Vários atletas decidirão seus destinos nos próximos meses, com o retorno das competições na neve e no gelo. Saiba quais são as principais chances de classificação brasileiras.

Sheila Vieira, Virgilio Franceschi Neto
Foto: 2021 Getty Images

Tóquio 2020 acabou há pouco tempo, mas os próximos Jogos Olímpicos já estão chegando, com presença brasileira. Os Jogos de Inverno Beijing 2022 serão disputados de 4 a 20 de fevereiro de 2022, marcando a primeira vez que uma cidade, Pequim, terá receberá edições Olímpicas de verão (2008) e inverno.

O Brasil tem diversos atletas em busca de uma vaga em Pequim. Com o início da temporada de esportes de inverno no hemisfério Norte, ainda há muitas chances para que o número de participantes supere o de PyeongChang 2018 (nove) ou até o recorde de Sochi 2014 (13 atletas).

Bobsled

Equipe brasileira de bobsled treina em São Caetano do Sul em maio de 2021.
Foto: Buda Mendes

Quem se classifica: das 30 vagas disponíveis no trenó de quatro atletas, oito delas são para países com apenas um conjunto. No trenó de dois, são também 30 vagas, mas são 10 as vagas destinadas aos países com apenas um conjunto. No monobob, que estreia em Jogos, a brasileira Marina Tuono briga por uma vaga. São ao todo 20, sendo 12 delas para países com apenas um atleta.

Situação do Brasil: Para conseguir a classificação no trenó de quatro atletas, o Brasil precisa ter os critérios mínimos, ao cumprir oito provas em três pistas diferentes (o que vai acontecer na Copa América). No trenó de dois, é preciso somar pontos na Copa América para garantir a vaga nos Jogos. Caso não consiga, considera-se participar de provas na Europa entre dezembro e janeiro a fim de garantir presença em Beijing. No monobob, Marina Tuono terminou em terceiro no ranking na temporada 2020-2021 e se mantiver esse ritmo, estará em Pequim.

Próximos passos: a equipe brasileira (com Edson Bindilatti, Edson Martins, Erick Vianna, Rafael Souza, Jefferson Sabino e Luis Henrique Bacca) partiu neste mês de outubro para período de treinos nos Estados Unidos. Disputarão entre novembro e dezembro a Copa América de Bobsled, que passará por Lake Placid (Estados Unidos), Whistler (Canadá) e Park City (Estados Unidos). Caso cumpra o critério mínimo e obtenha a pontuação necessária, conseguirá a classificação para Beijing 2022.

Curling

Anne Shibuya (BRA) lança pedra no torneio de duplas mistas do classificatório para o Pré-Olímpico, em Erzurum, na Turquia, em outubro de 2021.
Foto: WCF/ Umit Uzun

Quem se classifica: os torneios masculino, feminino e de duplas mistas contam com 10 vagas cada. Restam apenas três vagas a definir no masculino e no feminino, e duas nas mistas. Todas serão decididas no Pré-Olímpico, de 5 a 18 de dezembro, em Leeuwarden, nos Países Baixos. Antes disso, está em andamento até 15 de outubro o Classificatório para o Pré-Olímpico, em Erzurum, na Turquia.

Situação do Brasil: o país está na disputa das chaves masculina e feminina do Classificatório na Turquia e precisa ficar entre os dois melhores para avançar ao Pré-Olímpico de dezembro. Já a dupla mista brasileira formada por Anne Shibuya e Scott McMullan ficou pelo caminho na Turquia.

Próximos passos: caso as equipes masculina e feminina avancem para o Pré-Olímpico de dezembro, precisam ficar entre as três primeiras no evento neerlandês para conquistar a vaga Olímpica inédita em Pequim.

As equipes brasileiras de curling foram eliminadas no Classificatório e não têm mais chance de ir aos Jogos. No masculino, derrotas para Taipé Chinesa e Cazaquistão ambas por 10 a 2. Contra outro país da Ásia Central, o Quirguistão, outro resultado negativo, desta vez por 7 a 6. Na quarta e última partida, os turcos passaram pelos brasileiros por 10 a 5.

Já no feminino, uma vitória diante da Áustria por 10 a 5, mas os reveses diante da Turquia (12 a 2), Eslováquia (11 a 4) e Noruega (10 a 1) tiraram as chances das brasileiras para uma vaga em Beijing 2022.

Esqui alpino

Quem se classifica: Além de precisar estar entre os 500 melhores em lista da Federação Internacional da Esqui (FIS) que será divulgada em 17 de janeiro, para concorrer às vagas é preciso fazer menos de 160 pontos em cinco provas oficiais de slalom e slalom gigante, e menos de 80 pontos FIS no downhill e no Super G.

Situação do Brasil: o Brasil tem três atletas no masculino, o que dá direito a uma vaga. Michel Macedo está entre os favoritos, enquanto Isabella Springer pode colocar o país novamente nos Jogos no feminino.

Próximos passos: a temporada de classificação começa neste mês de outubro, com a primeira etapa da Copa do Mundo a ser disputada em Soelden, na Áustria.

Esqui cross-country

Jaqueline Mourão (BRA) compete no Campeonato Mundial de Esqui Cross-country em Oberstdorf, Alemanha, em fevereiro de 2021.
Foto: 2021 Getty Images

Quem se classifica: as vagas são alocadas para os países, por gênero. Todo país que tiver pelo menos um atleta com no máximo 300 pontos em provas de distância tem uma vaga assegurada, e também há vagas distribuídas com base no ranking da temporada 2020-2021. Portanto, na prática, as vagas nacionais já estão definidas e as federações precisam definir quais serão seus atletas em janeiro. Mas sempre há a possibilidade de alguns países abrirem mão de vagas e elas serem redistribuídas.

Situação do Brasil: o país já tem três vagas asseguradas em Pequim, duas no feminino e uma no masculino. A Confederação Brasileira de Desportos na Neve que define quem vai. Jaqueline Mourão e Bruna Moura conquistaram as vagas femininas para o Brasil, enquanto Manex Silva, Steve Hiestand e Victor Santos são os principais nomes entre os homens. Porém, tudo depende de quem terá os melhores resultados até a definição dos enviados, em janeiro.

Próximos passos: há seis etapas da Copa do Mundo antes da definição dos três brasileiros que irão a Pequim. Com certeza, elas serão decisivas para os esquiadores.

Esqui estilo livre

Quem se classifica: o atleta precisa ter ficado entre os 30 melhores em um evento de Copa do Mundo durante o período de classificação (1 de julho de 2020 a 16 de janeiro de 2022) e também ter um número mínimo de pontos na Federação Internacional de Esqui (80 para cross, aerials e moguls e 50 para halfpipe, slopestyle e big air). As 284 vagas disponíveis serão alocadas aos países em janeiro, com máximo de quatro vagas por federação por evento.

Situação do Brasil: Sabrina Cass, campeã mundial juvenil no moguls em 2019, tem ótimas chances de estar em Pequim. Ela já cumpriu os requisitos do top 30 e de pontos, e está bem colocada no ranking da Copa do Mundo (31ª), que é calculado da mesma forma que o ranking Olímpico será. Como há diversas americanas e canadenses no top 30 e há o limite por país, suas chances são muito boas. Os irmãos Sebastian e Dominic Bowler buscam a vaga no halfpipe e no slopestyle. Dominic já tem a pontuação necessária, mas ainda busca ficar entre os 30 em etapas do circuito.

Próximos passos: a temporada 2021-2022 começa em dezembro e haverá cinco eventos da Copa do Mundo antes da data de classificação (16 de janeiro). Os irmãos Bowler podem conquistar a vaga e Cass pode melhorar sua pontuação.

Patinação de velocidade

Quem se classifica: 166 atletas competirão nos Jogos (83 homens e 83 mulheres). Os países receberão cotas com base nos resultados das etapas da Copa do Mundo. Cada país poderá inscrever no máximo três atletas por gênero para todas as provas, exceto as de 5000m, 10.000m e largadas em massa, para as quais podem inscrever no máximo dois atletas.

Situação do Brasil: João Vitor da Silva e Larissa Paes lutam pela classificação. Eles obtiveram os índices necessários para a largada em massa, mas ainda precisam cumprir um tempo mínimo nos 1500m e somar pontos nas Copas do Mundo entre novembro e dezembro a fim de subirem no ranking que poderá levá-los aos Jogos Beijing 2022.

Próximos passos: a primeira etapa da Copa do Mundo acontecerá na Polônia, entre 12 e 14 de novembro. A segunda, na Noruega, entre 19 e 21 de novembro. A terceira, em Salt Lake City, entre 3 e 5 de dezembro. Finalmente, a quarta etapa da Copa do Mundo, que contará pontos para o ranking pré-Olímpico, acontecerá em Calgary (Canadá), entre 10 e 12 de dezembro.

Skeleton

Quem se classifica: São 25 vagas Olímpicas, sendo 11 delas para países que possuem apenas uma atleta, que é o caso do Brasil.

Situação do Brasil: Nicole Silveira, brasileira residente no Canadá, conseguiu resultados expressivos, entre as 20 melhores na temporada passada. Atualmente está em período de treinamento na China, para a disputa das próximas etapas do mundial, entre novembro de 2021 e janeiro de 2022.

Próximos passos: a primeira etapa do mundial acontecerá entre 19 e 26 de novembro, em Innsbruck, na Áustria.

Snowboard

Augustinho Teixeira (BRA) compete no slopestyle no Campeonato Mundial de Esqui Estilo Livre em março de 2021, em Aspen, EUA.
Foto: 2021 Getty Images

Quem se classifica: as 238 vagas serão distribuídas para atletas que ficarem entre os 30 primeiros em um evento da Copa do Mundo até 16 de janeiro de 2022 e tenham o número mínimo de pontos na FIS (50 para big air/slopestyle e halfpipe e 100 para slalom gigante paralelo e snowboard cross). Países podem ter no máximo quatro atletas por evento.

Situação do Brasil: há dois atletas jovens na briga por vagas. Augustinho Teixeira, 16, já atingiu a pontuação no slopestyle, mas falta o top 30 na Copa do Mundo. No halfpipe, ele tem o top 30, mas ainda precisa de mais pontos. Noah Bethonico, 17, ainda busca os dois índices no snowboard cross.

Próximos passos: ainda há três etapas da Copa do Mundo no halfpipe e três no slopestyle, para que os brasileiros busquem os pontos e resultados necessários.

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