Túnel do Tempo: os três países com apenas uma medalha Olímpica em Jogos de Inverno

Classificar-se para os Jogos pode ser o desafio de toda uma vida. Conquistar uma medalha Olímpica, pode ser ainda mais. O Olympics.com conta como um grupo de oito atletas fez história ao dar para os seus países a primeira - e única até agora - medalha em Jogos Olímpicos de Inverno.

Marta Martin
Foto: 2010 Getty Images

No dia 4 de fevereiro os Jogos Olímpicos de Inverno Beijing 2022 vão começar oficialmente e os melhores atletas do mundo, do gelo e da neve, serão o centro de todas as atenções.

Sem dúvida veremos atletas estreantes em Jogos Olímpicos pelo gelo e encostas de Pequim. Já outros vão retornar em busca de medalhas.

E há aqueles homens e mulheres que tentarão fazer história para os seus países nos Jogos por uma segunda vez.

Apenas três Comitês Olímpicos Nacionais (CONs) possuem uma solitária medalha na história dos Jogos de Inverno. Poderia Beijing 2022 dar a eles a oportunidade de acrescentar mais uma medalha?

Uzbequistão: Esqui estilo livre, 1994

Lina Cheryazova chegou para os Jogos Olímpicos Lillehammer 1994 como favorita à medalha de ouro nos aéreos, por uma boa razão: A uzbeque era a então campeã mundial e venceu cinco etapas de Copa do Mundo consecutivas.

No entanto, os esportes podem ser imprevisíveis. Durante os treinos em Lillehammer, Cheryazova sofreu um acidente e perdeu a consciência. Ela foi capaz de se recuperar e competir, chegando à final na 12ª colocação durante a fase de classificação.

Na final, Cheryazova provou o porquê de ser a favorita ao levar a medalha de ouro (por menos de um ponto!), tornando-se a primeira (e atualmente a única) atleta representando o Uzbequistão a vencer uma medalha Olímpica em Jogos de Inverno, bem como a primeira campeã Olímpica no feminino dos aéreos.

Helena Laursen (Dinamarca) em ação no curling na Kazkoshi Park Arena durante os Jogos Olímpicos de Inverno Nagano 1998. 

Dinamarca: Curling, 1998

Pode parecer surpresa saber que a Dinamarca venceu apenas uma única medalha em Jogos de Inverno, com uma história que começou nos Jogos de St. Moritz 1948.

Meio século depois o país obteve sua primeira medalha, graças ao curling feminino.

Helena Blach Lavrsen, Margit Poertner, Dorthe Holm, Trine Qvist e Jane Bidstrup formaram o quinteto dinamarquês que foi prata nos Jogos Nagano 1998, quando a modalidade voltou ao programa Olímpico como evento valendo medalha após 74 anos.

A Dinamarca chegou a Nagano como vice-campeã e medalhista de bronze nos dois campeonatos do mundo anteriores, sem mencionar o triunfo no campeonato europeu de 1997.

O país não conseguiu retornar ao pódio do curling Olímpico desde 1998, mas terá uma nova chance em Pequim, uma vez que a equipe feminina dinamarquesa se classificou para os Jogos do próximo mês de fevereiro.

Jogos Olímpicos de Inverno Grenoble 1968. Uma vista iluminada da pista de bobsled em Chamrousse. 

Romênia: Bobsled, 1968

Grenoble 1968 foi palco para Nicolae Neagoe e Ion Panţuru conquistarem a primeira e única medalha da Romênia em Jogos de Inverno: Bronze no bobsled de dois atletas.

A dupla estava prestes a faturar mais outro bronze para o país como parte do quarteto no trenó romeno de quatro atletas, mas ficou na quarta colocação, a um décimo de segundo do pódio.

Enquanto Neagoe competiu somente em Grenoble 1968, Panţuru (que pilotou o trenó) competiu também em Innsbruck 1964, Sapporo 1972 e Innsbruck 1976, mas não conseguiu conquistar outra medalha.

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