O que você precisa saber sobre a temporada 2021/22 do esqui cross-country

A temporada Olímpica de esqui cross-country começa em 26 de novembro com a primeira etapa da Copa do Mundo em Ruka, na Finlândia, e termina com as finais da Copa do Mundo, entre 18 e 20 de março de 2022 em Tyumen, na Rússia. Quem são os principais candidatos a títulos e a medalhas nos Jogos Beijing 2022? Aqui está uma prévia do que a modalidade nos reserva.

Indira Shestakova
Foto: Laurent Salino/Agence Zoom/Getty Images

Como aconteceu com muitos esportes, a última temporada no esqui cross-country não foi comum. Devido à pandemia de COVID-19, alguns dos mais fortes atletas não participaram de várias competições. Em 1º de dezembro de 2020, os noruegueses anunciaram que a seleção nacional estava retirando seus atletas da Copa do Mundo até, pelo menos, a época das festas de fim de ano.

Suécia e Finlândia seguiram o exemplo, desistindo de duas etapas da Copa do Mundo, na Alemanha e na Suíça. Mais tarde, os noruegueses também decidiram se retirar do Tour de Ski, assim como a estrela finlandesa Iivo Niskanen, que fez o mesmo.

Quando você não participa de provas, você também perde pontos. Os esquiadores escandinavos, portanto, não tiveram chance de ganhar os títulos gerais. Dessa forma, pode-se dizer que os vencedores poderiam ter sido diferentes se todos tivessem competido em todas as etapas, o que torna um pouco complicado olhar para a temporada seguinte tendo como base os resultados das etapas de Copa do Mundo em 2020/21.

Felizmente, a pandemia não teve impacto no Campeonato Mundial realizado na na Alemanha entre fevereiro e março deste ano, em termos de participantes, assim os melhores esquiadores de todo o planeta puderam competir.

Então vamos usar isso como um guia.

Uma coisa que você pode ter certeza é que a próxima temporada será emocionante! Então aqui vai uma lista dos atletas para ficar de olho, o calendário dos eventos e muito mais.

O Olympics.com deixa você por dentro de tudo.

No masculino, quem pode ser comparado a Klaebo?

Nas últimas quatro temporadas, os principais candidatos ao Globo de Cristal da FIS (sigla em francês para Federação Internacional de Esqui) têm sido os mesmos: Johannes Klaebo, norueguês tricampeão Olímpico e o quatro vezes medalhista em Jogos; e Alexander Bolshunov, que representará a ROC em Beijing 2022.

Bolshunov é o atual vencedor no geral da Copa do Mundo. Ele derrotou Klaebo com uma grande margem de pontos na temporada passada, mas o norueguês havia ficado de fora de várias provas. No entanto, na temporada anterior, o esquiador escandinavo também havia perdido para Bolshunov, tendo ambos competido o mesmo número de provas.

Klaebo é um rei do sprint. Ele ganhou duas de suas três medalhas de ouro em Jogos e quatro de ouro em campeonatos mundiais em eventos de sprints individuais e coletivos.

Bolshunov costuma perder para o norueguês na melhor distância de Klaebo, mas vence em outras provas. No Campeonato Mundial de 2021, no entanto, Klaebo quase "invadiu" o território de Bolshunov ao vencer a maratona. Entretanto, ele foi desqualificado após obstruir Bolshunov na linha de chegada.

Quem será o mais forte nesta temporada - Klaebo ou Bolshunov - é uma das principais perguntas em relação às competições do esqui cross-country entre os homens.

Klaebo não é o único da equipe norueguesa que promete ser uma força consistente no esqui cross-country. No Campeonato Mundial de 2021, Emil Iversen venceu os 50km na largada em massa clássica e Hans Christer Holund foi o melhor nos 15km estilo livre.

Simen Hegstad Krüger, por sua vez, é outra estrela do circuito cross-country com um olho nesta temporada e outro em Beijing 2022. Em PyeongChang 2018, ele foi ouro no skiathlon 30km, prata nos 15 km estilo livre e ouro ao lado de Klaebo como membro da equipe norueguesa no revezamento 4x10km. Além disso, ele também faturou duas medalhas de prata (nos 15km estilo livre e no skiathlon de 30km) durante o Mundial de 2021.

Além dos noruegueses, vale destacar o medalhista de prata em PyeongChang2018 e campeão mundial de sprint individual em 2017, o italiano Federico Pellegrino, que foi o melhor nas provas de velocidade na última temporada.

Impossível não mencionar Dario Cologna. Nos últimos anos, o suíço raramente ganhou alguma medalha de Copa do Mundo e assim, quando começarem os Jogos Olímpicos de Inverno, ele é um homem com uma missão. Cologna nunca saiu de uma edição de Jogos sem pelo menos um ouro com o seu nome - e já participou de três -, por isso pode surpreender ao longo da temporada.

Norueguesas e suecas são as favoritas entre as mulheres

Na temporada passada, pela primeira vez na história, a norte-americana Jessica Diggins venceu o geral da Copa do Mundo, tornando-se a primeira não europeia a conquistar o Globo de Cristal da FIS. Vale mencionar que, embora a norueguesa Therese Johaug e algumas das principais esquiadoras suecas tenham ficado de fora de algumas corridas, Diggins ainda assim as superou mesmo quando elas competiram.

As estadunidenses têm estado cada vez mais em alto nível nos anos recentes. Nas Jogos de Inverno de 2018 em PyeongChang, Diggins, ao lado de Kikkan Randall, venceu o sprint por equipes, deixando para trás fortes rivais como Marit Bjoergen (NOR), Charlotte Kalla (SWE) e Stina Nilsson (SWE). Na temporada passada, além de Diggins, Rosie Brennan foi quem teve um desempenho brilhante pela equipe nacional dos Estados Unidos, obtendo várias vezes o pódio em etapas da Copa do Mundo. Conseguirão as norte-americanas acompanhar o ritmo durante a temporada Olímpica e faturar troféus e outros prêmios, que são conquistados com mais frequência por esquiadoras europeias?

A norueguesa Therese Johaug não deixou chances para as outras em corridas individuais nos Campeonatos Mundiais de 2019 e 2021 (ela ganhou três medalhas de ouro em cada torneio), além de ser a vencedora geral da Copa do Mundo antes de Diggins. Ela será uma das principais candidatas para a vencer tudo nesta temporada. Ainda lhe falta o título Olímpico individual, então, sem sombra de dúvidas, ela está bastante motivada para os Jogos do próximo mês de fevereiro.

Na competição feminina, a Noruega provavelmente terá uma disputa acirrada com a sua vizinha, a Suécia. Muitos bons nomes vão competir entre as suecas, como Jonna Sundling, vencedora no sprint individual e no por equipes do Mundial de 2021; a nove vezes medalhista Olímpica Charlotte Kalla; as múltiplas medalhistas do Campeonato Mundial de 2021: Frida Karlsson e Ebba Andersson, além da melhor esquiadora Sub-23 da última temporada, Linn Svahn.

Em suma, há muito para se esperar durante as etapas de Copa do Mundo, especialmente com os Jogos Olímpicos de Inverno Beijing 2022 bem próximos.

Calendário da Copa do Mundo FIS de Esqui Cross-Country 2021/2022

Período I:

26 a 28.11.2021, Ruka, Finlând

03 a 05.12.2021, Lillehammer, Noruega

11 a 12.12.2021, Davos, Suíça

18 a 19.12.2021, Dresden, Alemanha

Período II:

Tour de Ski:

28 a 29.12.2021, Lenzerheide, Suíça

31.12.2021 a 01.01.2022, Oberstdorf, Alemanha

03 e 04.01.2022, Val di Fiemme, Itália

Período III:

14 a 16.01.2022, Les Rousses, França

22 a 23.01.2022, Planica, Eslovênia

04 a 20.02.2022, Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, China

Período IV:

26 e 27.02.2022, Lahti, Finlândia

03.03.2022, Drammen, Noruega

05 e 06.03.2022, Oslo, Noruega

11 a 13.03.2022, Falun, Suécia

Finais da Copa do Mundo:

18 a 20.03.2022, Tyumen, Rússia

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