Com grande atuação de Santos, Brasil vai enfrentar a Espanha na final Olímpica

Em jogo nervoso decidido nos pênaltis, goleiro brasileiro fez grandes defesas e pegou cobrança. Brasil vai para a quinta final Olímpica e terceira consecutiva, contra a Espanha, no sábado

Virgílio Franceschi Neto
Foto: 2021 Getty Images

México e Brasil entraram em campo na manhã desta terça-feira (pelo horário de Brasília) no estádio Ibaraki Kashima, para a primeira semifinal do torneio masculino Olímpico de futebol. Ambas as equipes em busca do bicampeonato na competição (México campeão na Londres 2012 e Brasil na Rio 2016).

Um primeiro tempo equilibrado. O México começou bem, confiante, mas ao passo que não conseguia finalizar, Brasil o passou a ter o controle do jogo. Chegou a ter um pênalti anulado depois da revisão do árbitro de vídeo, com Douglas Luiz. Sem também conseguir criar oportunidades para finalização, os mexicanos passaram a ter mais espaço, reagiram e nos últimos cinco minutos finalizaram três vezes e quase abriram o placar se não fossem as boas intervenções do goleiro Santos.

Ficou evidente que o México procurou explorar o contra-ataque. Neste primeiro tempo, dois chutes a gol para cada lado e 58 por cento de posse de bola para a seleção brasileira.

Guilherme Arana (BRA) e Antuna (MEX) disputam a bola durante a semifinal nos Jogos Tóquio 2020
Foto: Buda Mendes

Segundo tempo, prorrogação e pênaltis

O segundo tempo continuou equilibrado, porém nervoso e com ambas as equipes impacientes. Foram cinco cartões amarelos distribuídos pelo árbitro búlgaro nesta parte. A dificuldade das duas seleções em criar situações de gol levou a partida para a prorrogação.

No tempo extra, o Brasil procurou um pouco mais as chances, mas mesmo assim o marcador se manteve nulo nas duas partes, com as duas seleções em jogo bastante físico e agressivo. Era natural que o jogo se encaminhasse para a decisão por pênaltis.

Assim foi.

Dani Alves fez a primeira cobrança, que beijou a trave antes de ir pro fundo da rede. Santos defendeu o chute seguinte, de Aguirre. Gabriel Martinelli, que entrou no decorrer da partida, fez mais um, meia-altura que o goleiro mexicano quase defendeu. Na sequência, Vasquez acertou a trave direita e desperdiçou mais uma oportunidade. O Brasil fez o terceiro com Bruno Guimarães batendo forte no canto direito (Ochoa mais uma vez foi nela).

O México acertou a terceira cobrança com Rodríguez, mas Reinier na sequência chutou rasteiro, à esquerda rente a trave. Gol.

Quatro a um nos pênaltis e Brasil classificado para a final Olímpica. Mais uma.

"Tenho muito respeito à seleção mexicana e ao futebol do México. A gente fez as ocasiões, tivemos chances, não foi possível. O destino quis que fosse desse jeito, nos pênaltis. Temos agora que manter o foco, a concentração. Temos um staff que nos passa muitas informações, altamente qualificada. Agora só temos mais um passo para o ouro e vamos a isso".

-Dani Alves, na zona mista após o jogo para o Sportv

"Desde o primeiro dia que chegamos aqui o nosso treinador nos colocou para bater pênaltis. Vimos isso hoje com a qualidade com que batemos e às defesas do Santos, que pegou uma cobrança e nos salvou o jogo inteiro. Chegamos na final e vamos com tudo. Agora é estudar e treinar o máximo possível porque queremos o ouro".

-Richarlison, na zona mista após o jogo para o Sportv

"O time do México é de alto nível, uma final esta que jogamos aqui hoje. Um time que não corre riscos. Hoje estou contente, procurando o gol o tempo todo e fazendo por merecer. O Santos é um excelente goleiro, faz um bom trabalho, está aqui conosco e merece muito mais. A vitória nos pênaltis coroou o que buscamos no jogo todo. Nos cobramos para merecermos isso e ao final do jogo nós sentimos isso".

-André Jardine, treinador do Brasil, na zona mista após o jogo, para o Sportv

Esta é a quinta final Olímpica da seleção masculina de futebol (1984, 1988, 2012, 2016 e agora 2020) e a terceira consecutiva. Já garantida a sétima medalha: além da de ouro nos últimos Jogos e das três de prata (1984, 1988 e 2012), foram duas medalhas de bronze (Atlanta 1996 e Beijing 2008).

Seleção corre em direção ao goleiro Santos para comemorar classificação para a final Olímpica após disputa contra o México nas penalidades máximas.
Foto: 2021 Getty Images

Ficha técnica

  • México 0 (0, 1 g.p.): 12 Ochoa (C); 3 Montes, 4 Angulo (12 Mora), 5 Vasquez, 6 Lorona; 7 Romo, 16 Esquivel (8 Rodríguez), 17 Cordova (19 Angulo); 11 Vega (21 Alvarado), 9 Martín (18 Aguirre) e 15 Antuna (10 Lainez). Reservas: 1 Malagon. Técnico: Jaime Lozano.
  • Brasil 0 (0, 4 g.p.): 1 Santos; 3 Diego Carlos, 15 Nino, 13 Dani Alves (C), 6 Guilherme Arana; 5 Douglas Luiz (18 Matheus Henrique), 8 Bruno Guimarães, 7 Paulinho (21 Gabriel Martinelli), 20 Claudinho (19 Reinier), 10 Richarlison e 11 Antony (17 Malcom). Reservas: 12 Brenno, 4 Ricardo Graça e 2 Gabriel Menino. Técnico: André Jardine.
  • Arbitragem: Georgi Kabakov (BUL); Martin Margaritov (BUL) e Diyan Valkov (BUL).
  • Cartões: Amarelo para 3 Diego Carlos (BRA), 3 Montes (MEX), 11 Antony (BRA), 8 Bruno Guimarães (BRA), 10 Lainez (MEX), 19 Reinier (BRA), 6 Lorona (MEX), 7 Romo (MEX), 5 Douglas Luiz (BRA)

Grande final

A final do torneio masculino de futebol dos Jogos Olímpicos está marcada para o dia 7 de agosto (sábado) às 8:30 (horário de Brasília), no estádio Internacional de Yokohama. O lugar é o mesmo em que a seleção brasileira conquistou a Copa do Mundo FIFA 2002, quando venceu a Alemanha por dois a zero.

O Brasil enfrentará a Espanha, que na segunda semifinal venceu o Japão por um a zero com gol de Asensio, aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Japão e México decidirão o bronze, na sexta-feira (dia 6 de agosto) às 8:00 (horário de Brasília), no estádio de Saitama. As duas equipes já se enfrentaram na fase de grupos, com vitória japonesa por dois a um.

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