Foto por Sean M. Haffey / Getty Images
Um ano depois, Carlos Alcaraz e Novak Djokovic voltarão a se enfrentar na final de simples masculina de Wimbledon 2024, após vencerem seus compromissos pelas semifinais nesta sexta-feira, 12 de julho, na Quadra Central do All England Lawn Tennis and Croquet Club, palco do terceiro Grand Slam da temporada de tênis.
Na primeira partida do dia, Alcaraz mostrou que segue firme em busca do bicampeonato ao superar Daniil Medvedev por 3 sets a 1, parciais de 6-7(1), 6-3, 6-4 e 6-4, em uma reedição da semifinal de 2023 - o espanhol também tinha vencido, mas em três sets.
O confronto durou 2 horas e 55 minutos.
No primeiro set, Medvedev começou com tudo e abriu 5 a 2. O espanhol buscou e levou a partida para o tie-break, mas o adversário recuperou a forma e dominou o desempate, primeiro abrindo 5 a 0 e depois fechando em 6 a 1.
A segunda parcial apresentou a situação inversa: Alcaraz abriu 5 a 2 ao quebrar Medvedev no quarto game. Ele reduziu para 5 a 3, mas o espanhol confirmou novamente o saque para fazer 6 a 3 e empatar.
O atual campeão de Wimbledon seguiu seu bom momento no terceiro set, ao quebrar o saque de Medvedev novamente no quarto game e manter o serviço para fazer 6 a 4.
Alcaraz começou o quarto set quebrando o saque de Medvedev logo no primeiro game da partida. O adversário respondeu, virou em seguida e fez 2 a 1. Todos mantiveram seus serviços até o sétimo game, quando o espanhol conseguiu uma nova quebra e ficou com vantagem de 4 a 3.
No game seguinte, o jovem espanhol sacou para fazer 5 a 3 e Medvedev descontou novamente. Alcaraz sacou em seguida para fechar a partida e atingir a sua vitória de número 17 em Wimbledon, contra apenas duas derrotas.
"Comecei bem nervoso, mas no começo do segundo set pude melhorar e me impor. Consegui me mexer bem e acho que fiz uma boa partida. Tentei não jogar ralis longos, não jogar o jogo dele, e sim o meu. Foi complicado derrubá-lo," comentou o espanhol na entrevista pós-jogo.
Para a final, o jovem espanhol chega com uma campanha de respeito em torneios Major, com três títulos conquistados: US Open (2022), Wimbledon (2023) e Roland Garros (2024). Alcaraz também defende sua invencibilidade em decisões de torneios desse porte.
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Na outra semifinal, Djokovic usou de toda sua experiência com 24 títulos de Grand Slam para superar o italiano Lorenzo Musetti, que disputava sua primeira semifinal desse porte, por 3 sets a 0, parciais de 6-4, 7-6(2) e 6-4, e chegar à sua quinta final consecutiva em Wimbledon.
Djokovic e Musetti foram confirmando os saques no início da partida até o sexto game, quando o sérvio teve dois break points e conseguiu aproveitar o segundo para quebrar o serviço do italiano e fazer 4 a 2.
Quando o sérvio tinha 5 a 3 e saque para fechar o primeiro set, Musetti conseguiu a quebra. Entretanto, Djokovic se valeu da sua experiência para quebrar outra vez e selar a parcial inicial por 6 a 4.
No início da segunda parcial, o italiano quebrou o saque de Djokovic para fazer 1 a 0 e sacou depois para ampliar. O sérvio descontou, mas Musetti fez 3 a 1. Djokovic acabou igualando em 3 a 3 ao quebrar o rival no sexto game, e depois conseguiu confirmar seu saque no nono para fazer 5 a 4. Em seguida, Musetti igualou em 5 a 5.
No game de número 11, Musetti sacava para forçar um tie-break, mas foi o sérvio que teve o set point primeiro. Depois de se salvar, ele ganhou os dois pontos seguintes e a parcial foi para o desempate.
Mas quem começou com tudo no tie-break foi Djokovic, que fez 3 a 0. Após a virada de lado, quando vencia por 4 a 2, o sérvio fez os três pontos seguintes e estabeleceu o 7 a 2, agora com 2 a 0 no placar geral.
O terceiro set começou com nova quebra de Djokovic no primeiro game. A vantagem era o que o sérvio precisava, pois bastou a ele administrar para fechar por 6 a 4, em 2 horas e 48 minutos.
A final masculina de Wimbledon 2024 será no domingo. No confronto direto, Djokovic tem vantagem de 3 a 2 sobre Alcaraz, inclusive tendo vencido as duas últimas partidas - no Masters de Cincinnati e no ATP Finals da temporada passada. O último triunfo do espanhol foi justamente no Major de Londres.
Novak Djokovic tem nada menos que sete títulos em Wimbledon, sendo os últimos quatro em uma série que foi de 2018 a 2022 - em 2020 não houve torneio. As outras taças vieram em 2011, 2014 e 2015.
Será a décima final dele em Wimbledon, e a de número 37 em torneios de Grand Slam.
"Sempre foi um sonho de infância para mim, sempre me visualizava como um campeão de Wimbledon um dia. Tem sido uma jornada incrível, então não quero pensar que está encerrada, quero aproveitar ao máximo. Durante a partida é questão de superar o adversário, estou feliz em ir para uma final, não quero parar por aqui. Espero que consiga colocar minhas mãos naquele troféu no domingo," comentou o sérvio na entrevista pós-jogo.
Djokovic comentou ainda que sua participação estava em aberto até o dia do sorteio, mas que conseguiu afastar as dúvidas por conta da cirurgia no joelho pós-Roland Garros e se concentrou em ir longe no torneio.
"Não há segredo. Muitos falam sobre trabalho duro, mas eu sou mais propenso ao trabalho inteligente. As coisas não vêm fácil para você, elas formam sua personalidade. O tênis é um esporte que demanda muito, é muito individual, tenho de achar soluções em quadra sempre. Se tomar decisões ruins, estou fora dos torneios. A história é longa, mas também é fácil de entender," completou.
Sobre Alcaraz, disse que ele tem condição de vencer muitos outros Majors, mas que espera que ele "não o faça" no próximo domingo.
"Piadas à parte, não espero nada al;em de uma batalha em quadra. Terei de usar minhas habilidades ao máximo para vencê-lo," ressaltou.
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