Falta um mês para Beijing 2022: veja quais atletas devem representar Brasil e Portugal nos Jogos de Inverno

A janela de classificação para Pequim termina em 16 de janeiro na maioria dos esportes, mas o panorama está mais cada vez mais claro a respeito de quais atletas estão perto de carimbar o passaporte para os Jogos Olímpicos de Inverno.

Sheila Vieira
Foto: 2021 Getty Images

A contagem regressiva para os Jogos Olímpicos de Inverno Beijing 2022 chega a um mês. A partir de 4 de fevereiro, atletas do mundo inteiro competirão em 15 modalidades nas arenas da República Popular da China.

A definição oficial dos atletas classificados será em 16 de janeiro. No momento, a previsão mais segura é de que o Time Brasil deve levar 11 atletas em cinco esportes (maior delegação do país teve 13 em Sochi 2014) e que a Equipa Portugal terá no mínimo três representantes em duas modalidades. Mas ainda há atletas tentando um último embalo nas próximas semanas.

Chega de suspense. Vamos aos nomes!

Edson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Edson Martins e Rafael Souza da Silva (BRA) competem no bobsled de 4 atletas no Centro Olímpico de Esportes de Pista dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018
Foto: 2018 Getty Images

Bobsled: time completo

O Brasil deve levar sua equipe inteira do bobsled a Pequim, com times masculinos de 4-man e 2-man e participação no monobob feminino, evento que estreia em Jogos Olímpicos.

Com desempenhos dentro do esperado na Copa América no segundo semestre de 2021, os brasileiros somaram pontos suficientes para treinar - e competir, no caso de Marina Tuono - na Europa em janeiro sem grandes preocupações.

A seleção masculina será novamente liderada por Edson Bindilatti, que deve confirmar sua quinta participação Olímpica. Edson Martins, Erick Vianna e Rafael Souza são os outros titulares do 4-man, com Jefferson Sabino de reserva.

Terceira colocada no circuito do monobob feminino em 2020/2021, Marina Tuono não subiu ao pódio na temporada 2021/2022 da Copa América, mas está em boa posição para disputar os Jogos Olímpicos pela primeira vez.

Marina Tuono compete na etapa de Park City do circuito de monobob em janeiro de 2021.
Foto: Girts Kehris/IBSF

Esqui alpino: Macedo deve retornar

O Time Brasil já tem uma vaga garantida no esqui alpino masculino e tudo indica que ela será de Michel Macedo, que também esteve em PyeongChang 2018. O esquiador conquistou no último fim de semana a medalha de ouro em Proctor Ski Area, nos EUA, com 41.77 pontos FIS. Ainda há chance de Isabella Springer se classificar no feminino.

Portugal já tem dois lugares garantidos, um em cada gênero. O feminino será de Vanina Guerrilot. Ricardo Brancal, de 25 anos, tem superado até o momento Manuel Ramos, 19, na disputa interna pela vaga masculina.

Ainda no mundo lusófono, Yohan Goutt Gonçalves, do Timor Leste, deve retornar aos Jogos Olímpicos oito anos após sua primeira participação, em Sochi 2014.

Michel Macedo (BRA) compete no Campeonato Mundial de Esqui Alpino em fevereiro de 2021, em Cortina, Itália.
Foto: 2021 Getty Images

Esqui cross-country: disputa interna

A disputa interna pelas três vagas asseguradas do Brasil no cross-country (duas no feminino e uma no masculino) continua no circuito internacional.

O jovem Manex Silva está no momento à frente do veterano Steve Hiestand, enquanto Jaqueline Mourão deve ir à sua oitava edição de Jogos Olímpicos, que seria o recorde entre brasileiros. Bruna Moura, Eduarda Ribera e Mirlene Picin lutam pela segunda vaga feminina.

Portugal também marcará presença na modalidade, com José Cabeça fazendo sua estreia Olímpica.

Jaqueline Mourão (BRA) compete no Campeonato Mundial de Esqui Cross-country em Oberstdorf, Alemanha, em fevereiro de 2021.
Foto: 2021 Getty Images

Esqui estilo livre: entre uma e três vagas

Campeã mundial juvenil no moguls em 2019 pelos EUA, Sabrina Cass passou a representar o Brasil em 2021. Ela já tem o índice necessário e dificilmente sairá do grupo de atletas classificadas.

Já os irmãos Sebastian e Dominic Bowler – que também deixaram de competir pelos EUA no último ano – tentam levar o Brasil à disputa do halfpipe no esqui, mas ainda precisam atingir os 50 pontos FIS, um dos critérios mínimos.

O outro critério, top 30 em Copa do Mundo, foi alcançado pelos dois em 2 de janeiro, em Calgary, no Canadá: Sebastian foi 24º e Dominic 29º. Eles tentarão novamente os pontos FIS em Mammoth Mountain, nos EUA, a partir de 6 de janeiro. Eles também farão uma tentativa de classificação no slopestyle, que é mais concorrido, mas no qual Dominic já tem o top 30.

Skeleton: Nicole Silveira quer fazer história

Com o desempenho de maior destaque do Brasil nos esportes de inverno em 2021, Nicole Silveira está esperando a confirmação de sua classificação no skeleton em Beijing 2022.

A brasileira conquistou resultados muito expressivos no último ano, como o oitavo lugar no evento-teste de Pequim, o nono lugar na etapa de Altenberg da Copa do Mundo (com todas as principais atletas do mundo na disputa) e o título praticamente invicto da Copa América.

Se for nona colocada em Pequim, Nicole igualará o melhor desempenho do Brasil nos Jogos de Inverno, de Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006.

Nicole Silveira em ação durante o Campeonato do Mundo IBSF de skeleton em fevereiro de 2020 em Altenberg, Alemanha.
Foto: 2020 Getty Images

Snowboard: últimas tentativas

Brasil e Portugal ainda podem tentar abocanhar vagas no snowboard em Pequim nessas últimas semanas de classificação.

O brasileiro Augustinho Teixeira - assim como os irmãos Bowler no esqui - tenta atingir os pontos FIS necessários para se classificar no snowboard halfpipe, pois já tem o top 30 em Copa do Mundo. No slopestyle, em que a classificação é mais difícil, ele precisa do top 30. Augustinho também compete em Mammoth Mountain a partir do dia 6 de janeiro.

Christian de Oliveira tenta representar Portugal no slalom gigante paralelo do snowboard, mas ainda busca os índices mínimos.

Augustinho Teixeira (BRA) compete no segundo dia do snowboard masculino do Campeonato Mundial FIS em Aspen, Estados Unidos
Foto: 2021 Getty Images

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