US Open: após bronze Olímpico Luisa Stefani quer o US Open

Luisa Stefani aspira ao primeiro Grand Slam da carreira. Confira quais os brasileiros no US Open, o encontro com a história de Novak Djokovic, o regresso de Naomi Osaka e um nome eterno: Maria Esther Bueno, oito vezes campeã do US Open.

Gonçalo Moreira
Foto: Thearon W. Henderson/Getty Images

No dia 30 de agosto começa o US Open em tênis e mesmo sem alguns dos habituais candidatos aos títulos em individuais, o Brasil estará muito atento pela presença em duplas femininas de Luisa Stefani, bronze em Tóquio 2020 ao lado de Laura Pigossi.

Os Jogos Olímpicos colocaram Luisa Stefani no radar dos brasileiros que gostam de tênis, mas também dos que não seguem o esporte de forma habitual. A maneira épica como venceram a medalha de bronze – feito inédito no tênis Olímpico brasileiro – salvando quatro match-points contra Elena Vesnina e Veronika Kudermetova, ficará eternizada na história do esporte do Brasil. Recordemos que a dupla só participou por uma reorganização da chave ocasionada pela desistência de algumas duplas.

Luisa Stefani e Laura Pigossi comemoram medalha de bronze em Tóquio 2020.
Foto: GETTY IMAGES

Capitalizar a boa forma Olímpica no circuito WTA

A paulista de 24 anos tem vindo a capitalizar a boa forma Olímpica no circuito WTA, onde joga com a canadense Gabriela Dabrowski. Na preparação para o US Open a dupla atingiu a final nos três torneios em que jogou, incluindo em Cincinatti, onde apesar da derrota na final perante Stosur/Zhang – campeãs do Australian Open em 2019 – deixaram excelentes indicações. O ponto alto do torneio da dupla brasileira-canandense foi o triunfo sobre as campeãs Olímpicas em Tóquio 2020, vencedoras de Roland Garros e WTA 1000 de Madri, as tchecas Barbora Krejcikova/Katerina Siniakova (7/5, 3/6 e 10-7).

As últimas semanas têm sido produtivas para Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski.

  • Vice-campeãs no WTA 1000 de Cincinnati; derrota na final vs Stosur (AUS)/Zhang (CHI) por 5/7 e 3/6
  • Campeãs no WTA 1000 de Montreal; vitória na final vs Jurak (CRO)/Klepak (SLO) por 6/3 e 6/4
  • Vice-campeãs no WTA 500 de San Jose; derrota na final vs Jurak (CRO)/Klepak (SLO) por 6/1 e 7/5

Jogando ao lado da estadunidense Hayley Carter, Luisa Stefani atingiu as quartas de final no US Open de 2020, seu melhor resultado em torneios do Grand Slam, embora como juvenil já tenha uma presença na semifinal em 2015, também em duplas.

Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski na final do WTA Montreal contra Darija Jurak e Andreja Klepac
Foto: 2021 Getty Images

Maria Esther Bueno venceu oito edições do US Open

Conseguirá o Brasil poderá voltar a contar com uma jogadora campeã em torneios do Grand Slam? A espera tem sido longa, concretamente desde a era de Maria Esther Bueno, que entre 1958 e 1968 venceu Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open em duplas, além de em simples ter sido campeã da prova inglesa e da norte-americana.

A “Bailarina do Tênis”, que morreu em junho de 2018 com 78 anos, se retirou sem representar o Brasil em Jogos Olímpicos. Entre Paris 1924 e LA 1984 o tênis não fez parte do programa Olímpico, voltando em Seul 1988.

Maria Esther Bueno venceu oito edições do US Open - 1959, 1963, 1964 e 1966 em simples e 1960, 1962, 1966 e 1968 em duplas femininas - e já na era Open Bruno Soares conquistou quatro edições, duas em duplas mistas e duas em duplas masculinas. O mineiro ficou fora de Tóquio 2020 por uma apendicite, mas volta no US Open para tentar defender o título de 2020 (ao lado do croata Mate Pavic) e recupera a dupla com Jamie Murray com quem foi campeão em Nova Iorque em 2016.

Atualmente há dois brasileiros disputando o qualifying. Beatriz Haddad Maia entrou com vitória sobre a espanhola Irene Burillo Escorihuela por 6/2 e 6/3, enquanto João Menezes avançou para a segunda ronda da qualificação passando pelo italiano Filippo Baldi por 6/4 e 7/6(4). Thiago Monteiro tem acesso direto à chave de simples, enquanto Bruno Soares, Marcelo Melo e Marcelo Demoliner entram em duplas masculinas.

2 de julho de 1963: Maria Esther Bueno contra Billie Jean King em Wimbledon
Foto: Keystone/Getty Images

Djokovic tem encontro marcado com a história do tênis

A chave masculina do US Open estará marcada pelas ausências de ex-campeões do torneio como Roger Federer, Rafael Nadal, Dominic Thiem ou Stan Wawrinka. Entre os que jogarão, Novak Djokovic tem encontro marcado com a história do tênis. Após igualar os 20 títulos em torneios do Grand Slam de Federer e Nadal, vencendo em Wimbledon, Nole pode tornar-se o tenista mais vitorioso de sempre em provas da máxima categoria.

O sérvio perdeu a medalha de bronze em Tóquio 2020 para o espanhol Pablo Carreño e terá no US Open rivais como o campeão Olímpico Alexander Zverev, Daniil Medvedev, Stefanos Tsitsipas, Andrey Rublev ou Matteo Berrettini.

Na chave feminina não haverá irmãs Williams, pelo que Serena continuará sem igualar o recorde de oportunidade de 24 títulos do Grand Slam de Margaret Court. Desde o US Open de 1997 que não tínhamos um evento sem as presenças de Federar, Nadal ou Serena, o que mostra bem a longevidade dos três atletas que entre si somam uns incríveis.

A campeã Olímpica e número um mundial Ashleigh Barty, vencedora do torneio de Cincinnati, é das favoritas ao título do US Open, onde regressa a atual campeã, Naomi Osaka, eliminada nas oitavas de final tanto de Tóquio 2020 como de Cincinnati. Osaka teve a honra de acender a pira Olímpica na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos.

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