Snowboard Olímpico em Beijing 2022: Cinco coisas que você precisa saber

Tudo o que você precisa saber sobre a competição de snowboard nos Jogos Olímpicos de Inverno Beijing 2022

Will Imbo

O snowboard é um dos eventos mais novos no programa Olímpico de Inverno, tendo sido incluído pela primeira vez na edição de Nagano, no Japão, em 1998. Entretanto, apesar de ter estado em apenas seis edições dos Jogos, o snowboard tornou-se uma das modalidades mais populares e emocionantes.

São ao todo 11 eventos na competição de snowboard em Beijing 2022, incluindo o snowboard cross entre equipes mistas, que fará a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno após ter feito parte dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, em Lausanne, em 2020.

Aqui você vai encontrar uma prévia do snowboard em Beijing 2022, incluindo a história do esporte, os principais competidores, as informações sobre o local da competição e muito mais!

Os destaques do snowboard Olímpico em Beijing 2022

A variedade de eventos no snowboard Olímpico - e suas específicas exigências de habilidade que cada variante pede - sugere que é raro haver competidores que conquistaram mais de uma medalha. Na realidade, somente uma atleta ganhou mais que uma: Jamie Anderson (EUA) foi ouro no slopestyle feminino e prata no Big Air. Entretanto, há vários atletas Olímpicos que conquistaram medalhas em vários jogos e por isso devem ser considerados entre os favoritos ao pódio novamente em Pequim.

Anderson está entre estes nomes. A americana é a atual bicampeã Olímpica no slopestyle feminino e a mais premiada atleta entre as mulheres na história dos X Games com 17 medalhas e, se ela classificar-se para o que seria a sua terceira participação nos Jogos de Inverno, ela será a competidora a ser batida no slopestyle.

A grande ausente é Eva Samková (CZE), ouro e bronze no snowboard cross em Sochi 2014 e PyeongChang 2018, que perde os Jogos por lesão. Sem Samková, outros nomes aumentam sua dimensão de pódio, como a britânica Charlotte Bankes, e a italiana Michela Moioli, atual campeã Olímpica e medalha de prata no mundial.

Outros grandes nomes que podem estrelar em Pequim incluem Ester Ledecká (CZE) e Chloe Kim (EUA), atletas que fizeram história nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.

Ledecká tornou-se a primeira pessoa a conquistar duas medalhas de ouro nos mesmos Jogos de Inverno usando dois tipos de equipamento (esquis e snowboard): ouro no super-G do esqui alpino; e no slalom gigante paralelo do snowboard.

Kim também tornou-se a mulher mais nova a conquistar uma medalha de ouro Olímpica no snowboard, no halfpipe, aos 17 anos. Ela é também a atual detentora dos títulos Olímpico, Mundial e dos X Games no halfpipe e a primeira a conquistar esta tríplice (os três principais eventos), mais os Jogos Olímpicos da Juventude.

Já no lado masculino, Shaun White - que detém o recorde de número de medalhas de ouro Olímpicas (três) para um competidor do snowboard - está em busca de participar da sua quinta edição de Jogos de Inverno, para defender o seu título no halfpipe e conquistar a que seria uma histórica quarta medalha, na sequência das suas vitórias em PyeongChang 2018, Vancouver 2010 e Turim 2006. O estadunidense será desafiado pelo japonês Ayumu Hirano, que conquistou prata no halfpipe em PyeongChang 2018 e em Sochi 2014; além do três vezes campeão do mundo e medalhista de bronze em PyeongChang, Scotty James (AUS). Yūto Totsuka (JPN) faturou o ouro no evento durante o Campeonato do Mundo de 2021.

No snowboard cross, a aposentadoria do atual bicampeão Olímpico Pierre Vaultier (FRA) significa que nós veremos um novo medalhista de ouro pela primeira vez desde 2010. Tendo participado de duas edições dos Jogos, o espanhol Lucas Eguibar poderá configurar como um primeiro favorito ao título, depois de haver conquistado o ouro durante o Campeonato do Mundo de 2021.

Outros nomes para ficarmos de olho entre os homens estão: o medalhista de ouro no slopestyle em PyeongChang, Red Gerard, que chocou o mundo vencendo o evento para os Estados Unidos partindo como outsider e somente com 17 anos! Ele falou sobre esse momento vivido em PyeongChang 2018 ao Olympics.com. Também o campeão Olímpico de 2018 no big air Sébastien Toutant (CAN); e o duas vezes medalhista Olímpico e pentacampeão mundial (slalom paralelo em 2009, 2011, 2021; slalom gigante paralelo em 2011 e 2013), Benjamin Karl (AUT).

Programação do snowboard Olímpico em Beijing 2022

A competição de snowboard acontecerá entre 5 e 15 de fevereiro de 2022.

Local de competição do snowboard Olímpico em Beijing 2022

A competição do snowboard acontecerá no Parque de Neve de Genting, no complexo de Zhangjiakou, onde também acontecerão as competições de esqui estilo livre, esqui cross country, combinado Nórdico, salto de esqui e biatlo. Após os Jogos Olímpicos de Inverno, o local será remodelado para tornar-se uma estação de esqui.

O evento do big air acontecerá no Big Air Shougang, situado no Parque Industrial de Shougang. O local é a primeira estrutura permanente para o Big Air e após os Jogos será usado pela população para propostas recreativas.

Formato da competição Olímpica do snowboard em Beijing 2022

A competição de snowboard em Beijing 2022 compreenderá 11 eventos, incluindo o de equipes mistas no snowboard cross.

Masculino & Feminino

  • Slalom Gigante Paralelo
  • Snowboard Cross
  • Halfpipe
  • Slopestyle
  • Big Air

Snowboard Cross de Equipes Mistas

As competições de halfpipe, slopestyle e Big Air são todos eventos julgados, ou seja, cada corrida do atleta recebe um número de pontos de acordo com um painel de juízes que avalia os competidores, com base na dificuldade das manobras, execução da corrida, amplitude das técnicas e pouso após os saltos. O snowboard cross, slalom paralelo gigante e o snowboard cross de equipes mistas são corridas, ou seja, o primeiro a cruzar a linha de chegada, vence.

Há um total de 230 vagas para os atletas se classificarem para competir no snowboard em Beijing 2022.

História Olímpica do snowboard

O snowboard tem a sua origem como esporte nos Estados Unidos nos anos 1960, quando as pessoas buscavam novas atividades de inverno. Muitos acreditam que foi concebido em 1968, quando um engenheiro de Michigan chamado Sherman Poppen juntou dois esquis e os prendeu uma corda em uma das pontas, para os seus filhos poderem deslizar morro abaixo.

Poppen deu o nome à invenção de "snurfer" e licenciou a ideia para um fabricante. Ele acabou vendendo mais de meio milhão de exemplares disso apenas em 1966.

No final dos anos 1970, os snowboarders começaram a "invadir" as estações de esqui, mas encontraram resistência por parte dos praticantes de esqui que tentavam expulsá-los das "suas" montanhas. Pelos anos 1990, no entanto, quase todas as estações de esqui já aceitavam praticantes de snowboard, que viam neles uma excelente nova fonte de renda.

O primeiro campeonato nacional de snowboard foi realizado nos Estados Unidos em 1982, com o primeiro mundial levado a cabo no ano seguinte. A Federação Internacional de Snowboard (sigla ISF em inglês para International Snowboarding Federation) foi estabelecida sete anos depois, e a Federação Internacional de Esqui (sigla FIS em francês para Fédération Internationale de Ski) introduziu o snowboard como uma disciplina da FIS em 1994, a ajudar a pavimentar o caminho para a estreia Olímpica do snowboard, que aconteceu nos Jogos de 2002 em Salt Lake City, com a inclusão do slalom paralelo gigante e do halfpipe. O snowboard cross fez a sua estreia em Torino 2006, com o slopestyle e o slalom paralelo inseridos em 2014. O big air debutou em PyeongChang 2018, e o snowboard cross de equipes mistas será o último evento a ser incluído no programa Olímpico do snowboard, nos Jogos de Beijing 2022.

Os Estados Unidos é a nação mais bem-sucedida no snowboard dos Jogos de Inverno, com 31 medalhas, bem distante dos seus rivais mais próximos, a Suíça, que tem 13. Shaun White é o mais premiado atleta na competição, tendo conquistado três medalhas de ouro, enquanto que o seu compatriota Jamie Anderson está logo atrás com dois ouros e uma prata.

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