Simone Biles revela o quanto ela superou para chegar a Tóquio 2020

A sete vezes medalhista Olímpica diz ‘ Eu deveria ter desistido muito antes de Tóquio’

Scott Bregman
Foto: 2021 Getty Images

Simone Biles superou mais em seus 24 anos do que a maioria das pessoas em toda a vida.

A super estrela da ginástica começou sua vida dentro e fora de um orfanato. Publicamente, sua vida se estabilizou enquanto ela trabalhava para ser uma das maiores ginastas feminina da história, ganhando 25 medalhas em campeonatos mundiais e sete nos Jogos Olímpicos. (Seu total de 32 a liga com a grande soviética Larisa Latynina pela segunda melhor posição, somente Vitaly Scherbo tem mais com 33)

Mas por de trás das cenas, Biles foi vítima de uma violência sexual pelo ex-médico da equipe de ginástica dos Estados Unidos doutor Larry Nassar. O trauma que surgiu, diz ela, poderia ter acabado com sua carreira.

“Se você olhasse tudo que eu passei nos últimos sete anos, eu nunca mais teria participado de uma equipe Olímpica,” conta Biles ao New York magazine. “Eu deveria ter desistido muito antes de Tóquio quando Larry Nassar esteve na mídia por dois anos. Foi demais. Mas eu não ia deixá-lo tira algo de mim que eu tenho trabalhado desde os seis anos de idade. Eu não ia deixá-lo tirar aquela alegria de mim. Então eu empurrei isso enquanto minha mente e meu corpo permitiam.”

Em vez disso, depois de ter ganhado quatro medalhas de ouro e uma de bronze nos Jogos Olímpicos Rio 2016, Biles retornou a competição em 2018, somente alguns meses depois de se tornar público a revelação de seu abuso. Ela ganhou seis medalhas nos campeonatos mundiais naquela temporada, uma em cada rodada de medalhas. Um ano depois em 2019, ela trouxe para casa cinco ouros, incluindo uma quinta vitória recorde no individual geral.

Com expectativas altíssimas, Biles seguiu para sua segunda Olimpíadas em Tóquio 2020. Mas uma vez lá, sua mente e corpo pararam de se conectar, um fenômeno que os ginastas chamam de ‘twisties’. Ela foi forçada a se retirar da equipe, individual geral e de dois dias das finais de aparelho.

“Digamos que até os 30 anos, você tem sua visão completa. Uma manhã, você acorda, e não consegue ver merda nenhuma, mas as pessoas te falam para você ir em frente e continuar fazendo seu trabalho diário como se você ainda tivesse sua visão. Você estaria perdido, não estaria? Esta é a única coisa com a qual posso relacionar, ’’ disse Biles, explicando como foi de repente se encontrar perdida no ar executando elementos que uma vez ela fez parecer tão fácil.” eu tenho praticado ginástica por 18 anos. Eu acordei - perdi tudo isso. Como eu devo continuar com meu dia?”

Biles ainda está pondo em ordem os acontecimentos de Tóquio, dizendo ao Olympics.com na última semana que ela sente que ainda não teve tempo de processar tudo isso.

“Às vezes é tipo, ok, eu estou perfeitamente bem com isso. Tipo, é assim que funciona. Foi assim que funcionou,” Contou Biles ao New York magazine. “E então, outras vezes, eu vou apenar começar a chorar em casa.”

A série de documentários no Facebook, da sete vezes medalhista Olímpica, ‘Simome vs Herself’ (Simone vs Ela mesma – tradução literal) está também dando ao mundo uma visão de perto e pessoal do que Simone passou nos Jogos de Tóquio.

“Eu tenho tido esses bloqueios mentais na academia recentemente, não é divertido. Tem sido assustador. Eu estou me perdendo nas minhas habilidades. Eu sou tão preparada que não sei se estou pensando demais,” conta Biles nos momentos de abertura de uma final em duas partes lançado na segunda-feira (27 de setembro). “Está chegando a um ponto que está ficando perigoso.”

A segunda parte da final será lançada na terça feira (28 de setembro) no Facebook.

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