Seleção brasileira feminina de handebol definida para os Jogos

Treinador Jorge Dueñas divulgou a lista com 15 atletas. Brasil estreia dia 25.

Virgílio Franceschi Neto
Foto: 2016 Getty Images

A primeira participação das brasileiras do handebol nos Jogos Olímpicos foi em Sydney, em 2000. A cada edição, percebe-se grande progressão. Na última, no Rio de Janeiro em 2016, um 5º lugar depois de uma derrota para os Países Baixos nas quartas-de-final. Ao logo dos anos, impossível não se lembrar do título mundial conquistado em 2013, na Sérvia.

Possui um vasto histórico de vários títulos internacionais, entre eles o ouro nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, título que deu ao Brasil a vaga para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 em 2021. Aliás, desde 1999 elas ocupam o lugar mais alto do pódio em todas as edições do Pan.

No passado mês de abril, a seleção feminina disputou torneio triangular na Croácia contra a similar local e os Países Baixos – algozes dos últimos Jogos -, como parte da preparação com vistas aos Jogos no Japão. Na bagagem trouxe o 2º lugar, com derrota ante as donas-da-casa por 24 a 21 e vitória sobre as neerlandesas por 25 a 19.

Em junho, assim como a seleção masculina, as mulheres também embarcaram para Portugal para período de treinos. Estiveram na cidade de Rio Maior e depois partiram para Balatonboglár, na Hungria, para uma série de 3 amistosos, 2 contra a seleção local e 1 contra a de Montenegro. Na passagem por terras magiares, derrotas ante as donas da casa por 34 a 31 e 24 a 23 e triunfo sobre a seleção balcânica por 22 a 21. Nesta vitória, destaque para Alexandra Nascimento com 5 gols e Bruna de Paula, com 4.

Ao encerrar a viagem para a Hungria e partir para o Japão, o treinador Jorge Dueñas definiu a lista das 15 jogadoras para Tóquio 2020 em 2021.

  • Adriana Castro (Bera Bera, Espanha)
  • Alexandra Martínez (Bourg de Péage, França)
  • Ana Paula Belo (HC Dunarea Braila, Romênia)
  • Bárbara Arenhart (RK Krim Mercator, Eslovênia)
  • Bruna de Paula (HB Metz, França)
  • Dayane da Rocha (CB Salud Tenerife, Espanha)
  • Eduarda Amorim (Rostov Don, Rússia)
  • Gabriela Bitolo (CB Elche, Espanha)
  • Giulia Guarieiro (BM Granollers, Espanha)
  • Larissa Araújo (HC Dunarea Braila, Romênia)
  • Lívia Ventura (Madeira, Portugal)
  • Patrícia Machado (MKS Zaglebie Lubin, Polônia)
  • Renata Arruda (Bera Bera, Espanha)
  • Samara Vieira (HC Dunarea Braila, Romênia)
  • Tamires Araújo (HC Dunarea Braila, Romênia)
Alexandra Martinez em ação contra a Espanha durante os Jogos Rio 2016
Foto: 2016 Getty Images

O handebol feminino nos Jogos

A competição do handebol entre as mulheres acontecerá entre 25 de julho e 8 de agosto, no ginásio de Yoyogi. São ao todo 12 seleções. O Brasil está no grupo B, junto com a França (vice-campeã na Rio 2016), a Suécia, a Hungria, a Espanha e a ROC (atual campeã Olímpica). No grupo A estão Angola, República da Coreia, Noruega (medalha de bronze na Rio 2016), Montenegro, Países Baixos e Japão.

“Seguramente é um grupo muito forte. Acredito, neste momento, que é mais equilibrado e forte que o grupo A. São cinco times da Europa que jogam em altíssimo nível e o Brasil, campeão da América e também vai em busca da classificação. Acredito que nenhum dos seis vai passar para as quartas de final invicto. Todos devem perder pelo menos um jogo, tamanho o equilíbrio”.

-Jorge Dueñas, sobre o grupo do Brasil para o site da Confederação Brasileira de Handebol

O Brasil em sua sexta participação no feminino enfrentará duros adversários: o ROC possui atletas nos melhores campeonatos. A Espanha foi vice no mundial de 2019. Já a escola húngara no handebol dispensa apresentações, enquanto a Suécia possui tradição e a França é a atual campeã da Europa.

“Estamos treinando forte para enfrentar adversários muito difíceis e mostrar que podemos estar no mesmo nível que as cinco seleções europeias do nosso grupo. Estamos sonhando grande e trazendo toda a energia, humildade e coração do time para lutar por uma medalha”.

-Bárbara Arenhart, atleta da seleção brasileira, sobre os Jogos Olímpicos, para o site da Federação Internacional de Handebol (IHF)

A seleção feminina em Jogos Olímpicos

Os Jogos Rio 2016 foram os melhores de sempre para a equipe feminina, que obteve o 5º lugar. Entre as convocadas, Eduarda Amorim, a Duda, melhor jogadora do mundo pela IHF (Federação Internacional de Handebol) em 2013, fará a sua 4ª participação em Jogos.

Nas edições anteriores, a classificação final do Brasil no handebol entre as mulheres foi a seguinte:

Sydney 2000: 8ª colocação;

Atenas 2004: 7ª colocação;

Beijing 2008: 9ª colocação;

Londres 2012: 6ª colocação;

Rio 2016: 5ª colocação.