Petra Vlhová mira bicampeonato da Copa do Mundo antes de disputar medalha em Beijing 2022

Após o título geral da Copa do Mundo na última temporada, Petra Vlhová se consolidou como uma das maiores estrelas do esqui. Além de tentar defender seu título nesta temporada, a atleta de 26 anos tentará ganhar sua primeira medalha Olímpica em sua terceira participação nos Jogos de Inverno - 10 anos depois de vencer o ouro no slalom nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude.

Foto: 2021 Getty Images

Os feitos de Petra Vlhová nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude em Innsbruck 2012 foram um indício de que coisas incríveis viriam da supertalentosa e determinada esquiadora alpina eslovaca.

Vlhová, então com 16 anos, venceu o slalom feminino e quase conquistou medalhas no slalom gigante e no combinado. Embalada, ela foi bronze no campeonato mundial juvenil na Itália e fez sua estreia como profissional na Copa do Mundo na mesma temporada.

"Foi uma experiência ótima, apesar de ter sido há muito tempo", disse Vlhová sobre os Jogos da Juventude. "Innsbruck começou a minha carreira porque, quando eu ganhei o slalom, foi um grande resultado para a Eslováquia. Depois disso, comecei a fazer mais pódios".

Após quase uma década, Vlhová agora está no topo de seu esporte.

Na última temporada, ela se tornou a primeira eslovaca a ganhar o título geral da Copa do Mundo. A atleta de 26 anos, nascida em Liptovský Mikuláš, na região norte-central da Eslováquia, conquistou seis vitórias e 10 pódios, deixando Lara Gut-Behrami - que já venceu a Copa - para trás por 160 pontos e a tricampeã Mikaela Shiffrin por 341. Ela demonstrou muita resistência em um calendário duríssimo com 31 provas.

Na primeira etapa da Copa do Mundo de 2021/22, em Levi, na Finlândia, a eslovaca conquistou uma dobradinha no fim de semana de 20 e 21 de novembro, derrotando Shiffrin duas vezes no slalom. Vlhová se tornou a esquiadora de maior sucesso em Levi, com cinco vitórias, uma a mais que a rival americana.

Com um jeito discreto, sem tentar chamar muita atenção, Vlhová deixará os esquis falarem durante a defesa do título da Copa do Mundo nos próximos meses, antes de tentar ser a primeira esquiadora alpina da Eslováquia a conquistar uma medalha Olímpica.

Petra Vlhova
Foto: 2021 Getty Images

Olympics.com: Quão orgulhosa você está dos seus feitos na última temporada? Você acredita que seu sucesso está tendo um impacto na juventude da Eslováquia?

Vlhová: No último ano, eu fui a melhor atleta da Eslováquia, então acho que muitas crianças querem ser como eu e começaram a esquiar, o que é legal.

Espero ser um ídolo para eles e espero que eles comecem a fazer alguns esportes, especialmente esqui alpino - por exemplo, tivemos Peter Sagan [eslovaco tricampeão mundial de ciclismo] e muitas crianças começaram a pedalar.

Talvez estamos começando a ser um país do esqui alpino, mas outra pessoa, não eu, tem que dizer isso.

Considerando que você está trabalhando com um novo treinador, Mauro Pini, o que você acha que pode ser diferente nesta temporada em relação à última, agora que você tenta defender seu título na Copa do Mundo?

Mudei meu treinador, então para mim será uma temporada diferente, apesar dos objetivos serem quase os mesmos. Ano passado, o objetivo era o título geral. Neste ano, serão os Jogos Olímpicos, mas também as provas da Copa do Mundo.

Tentaremos priorizar mais a qualidade do que a quantidade, então vamos ficar mais quietos. Vamos competir em tudo, mas vamos decidir antes das provas se vamos para a velocidade ou se focamos mais no slalom.

Quão importante é para você e quão divertido é participar de mais provas do downhill nesta temporada?

Primeiramente, nossos objetivos e focos são mais o slalom e o slalom gigante, além do paralelo e alguma velocidade. Gosto da velocidade e de participar mais do downhill e do super-G, mas nossa prioridade vai ser mais o slalom gigante e o slalom.

Como atual campeã da Copa do Mundo, você acha que há mais pressão nos seus ombros?

Não sinto nenhuma pressão - vamos tentar ficar quietos e focar no meu esqui e nada mais. Claro, todo mundo está falando que eu ganhei o geral ano passado e talvez entre nessa temporada como a melhor do mundo, mas estou tentando ficar calma e quieta.

Quem você espera que sejam suas maiores adversárias no geral?

Neste ano, claro, será uma temporada tão difícil quanto a anterior, já que muitas garotas são fortes. Não quero falar nomes, mas acho que há muitas garotas lutando pelo título geral e pelos globos de cristal das disciplinas. Tentarei estar lá no topo.

Quais são suas esperanças e expectativas do que seriam seus terceiros Jogos Olímpicos em Pequim em fevereiro?

No momento, eu não estou pensando nos Jogos Olímpicos. Nesta temporada, decidimos privilegiar a qualidade em vez da quantidade, mas talvez em dezembro vamos ficar mais quietos para começar a preparação para os Jogos Olímpicos.

Como você encara e se prepara para os Jogos Olímpicos, já que ninguém ainda competiu nas montanhas da China ainda?

Vai ser o mesmo lugar para todos, então acho que ninguém vai ter vantagem naquelas montanhas. Na minha cabeça, estou focada na Copa do Mundo e, quando chegar a hora [dos Jogos], estarei pronta para lutar.

Durante os últimos anos, muitos esquiadores de slalom começaram a treinar no indoor - você também fez isso. Gostaria de ver mais provas disputadas em lugares cobertos no futuro?

Espero que não, porque não gosto muito, mas todo ano eu faço algumas sessões indoor. É bom para o slalom, mas não para o slalom gigante. Você pode testar os esquis porque as condições são parecidas. Mas é difícil esquiar, porque quando você está treinando indoor por duas horas, parece que é igual a cinco horas numa área aberta. Porém, é bom para o treino e às vezes eu faço.

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