Luiz Gustavo Borges escreve sua própria história na natação rumo a Paris 2024

Prestes a completar 23 anos de idade, filho de Gustavo Borges, um dos maiores atletas Olímpicos do Brasil, faz a sua história e mira os Jogos Olímpicos Paris 2024. Coleciona títulos nas piscinas do mundo todo e neste ano vai para o seu primeiro mundial adulto. Saiba mais sobre a revelação da natação brasileira. 

Virgílio Franceschi Neto

A piscina do Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, foi testemunha da vitória de Luiz Gustavo Franco Borges - ou simplesmente, "Gus" - nos 50m livre do último dia do Troféu Brasil de Natação, no início de abril. Fez em 22 segundos e assegurou uma vaga na seleção brasileira para o mundial de Budapeste (Hungria), entre os meses de junho e julho. "Estou muito feliz, só tenho a agradecer à equipe, à comissão técnica, aos meus pais, todo mundo que me ama", disse ele para o Canal Olímpico do Brasil, após a conquista.

Vai ser o seu primeiro mundial adulto, e vai nadar ao lado de Bruno Fratus, medalhista Olímpico na mesma prova em Tóquio 2020. Mostra bastante evolução a cada temporada pelas piscinas do mundo todo. Já esteve no mundial júnior e disputou a Universíade de 2019, na Itália.

Diz o ditado que "filho de peixe, peixinho é", mas o certo é que Gus, filho de Gustavo Borges, quatro vezes medalhista em Jogos, ano após ano e braçada após braçada faz o seu próprio caminho que tem Paris 2024 como um dos objetivos.

Conheça mais sobre esta revelação da natação do Brasil.

Dos Estados Unidos para o Brasil

Gus já havia vencido o Troféu José Finkel, disputado em piscina curta (25m) em agosto de 2021, realizado em Bauru, no interior de São Paulo. Coleciona participações em torneios internacionais e convocações para as equipes nacionais de base. Boa parte da sua trajetória foi feita nos Estados Unidos, onde se formou em administração pela Universidade de Michigan e viveu até o fim do ano passado.

De volta ao Brasil, passou a representar o Minas Tênis Clube e a ser treinado por Sérgio Marques. "Trocar de país e de clube foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado. Na verdade, acabou sendo muito melhor do que eu imaginava...todo mundo foi muito acolhedor. Eu me adaptei muito à cidade de Belo Horizonte," declarou Gus.

Sérgio Marques, seu treinador, comentou sobre a vinda dele para o Brasil: "Quando começamos a falar, no fim de novembro de 2021, o Luiz Gustavo demonstrou a vontade de fazer parte de um time. Queria estar inserido neste contexto. Ele tem um perfil natural de liderança muito elevado. Além de ser um excelente nadador, que ainda tem muita margem para melhorar, agrega valores que apenas seres humanos espetaculares carregam."

Inspiração que vem de casa

Seu pai, Gustavo Borges, é um dos maiores nomes do esporte brasileiro e acaba por ser fonte de inspiração e conhecimento. É ele que o ensina que é preciso ir de maneira gradual, etapa por etapa. Isso pode ser observado pela constante evolução ao longo dos anos, com as participações no mundial júnior, na Universíade, e as conquistas do Troféu José Finkel no ano passado e, mais recentemente, nos 50m do Troféu Brasil de Natação.

A presença dos pais na arquibancada faz muito bem para ele: "É muito positivo para mim, né (sobre a presença dos pais). Nem tem como ser diferente...olhar para a arquibancada e ver meu pai e minha mãe (Bárbara Franco) é uma imensa alegria para mim. Olho para um lado e vejo os dois sorrindo e torcendo, olho para o outro, vejo a minha equipe do Minas. Isso passa uma energia incrível. Nem me importo com essa pressão que dizem que a presença do meu pai traz", comentou Gus.

Como bom administrador, conhece o seu objetivo: "Quero nadar até 2024, mas meu foco é no momento presente, não quero apressar nada", disse para o globoesporte.com. Além disso, sabe da importância do planejamento e da atenção que é preciso ter a ele para conquistar os resultados que deseja: "Depois que eu tirar alguns dias vou pensar e perguntar para o Serjão (seu treinador Sérgio Marques) quais os planos", comentou para o Canal Olímpico do Brasil depois de vencer os 50m do Troféu Brasil de Natação.

Este foco no presente e ciente de que é preciso seguir "cada braçada por vez", é avesso às comparações com seu pai e sabe onde quer chegar. Para o globoesporte.com, ele finalizou: "Ir para os Jogos é um sonho meu...mas ele (o pai Gustavo Borges) é ele, e eu sou eu. Se eu ficar me comparando...vou ser uma pessoa infeliz e deixar de viver minha própria vida."

Ele sabe de onde veio, onde está e o que quer. Gus tem tudo para escrever muitos belos capítulos desta sua própria história.

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