Kendall Gretsch ouro no Para biatlo em Pequim seis meses após vencer o triatlo em Tóquio; Oksana Masters é prata

Dobradinha dos EUA nos 10km do Para biatlo para atletas sentados. Gretsch repetiu em Beijing 2022 o êxito de Tóquio 2020 no triatlo. Oksana Masters e a "rainha do biatlo" Anja Wicker completaram o pódio.

Ken Browne
Esqui Nórdico Adaptado
Foto: 2022 Getty Images

Kendall Gretsch demonstrou a grande atleta que é ao vencer a medalha de ouro no evento de 10km para atletas sentados nos Jogos Paralímpicos de Inverno Beijing 2022, esta terça-feira (8 de março).

A vitória surge apenas seis meses após Gretsch ter ganho o ouro nos Jogos Paralímpicos de Verão Tóquio 2020.

Durante a prova do Para biatlo a briga foi entre atletas dos EUA, já que Oksana Masters acertou os 20 tiros e colocou Gretsch sob pressão nos segmentos de esqui de fundo. A medalha de ouro foi decidida por apenas 8,7 segundos, já que Kendall Gretsch não foi 100 por cento eficaz das posições de tiro.

A medalha de bronze ficou com a alemã Anja Wicker, que terminou a mais de dois minutos e meio das rivais.

"Estou super empolgada pela prova de hoje", disse Gretsch após o evento. "Estou muito contente por partilhar o pódio com a minha colega de seleção Oksana e com a Anya, da Alemanha. A gente chama ela a "Rainha do Biatlo" por isso é divertido ser medalhista junto com ela."

Esta é a primeira medalha de ouro da atleta de 29 anos em Beijing 2022 após ter saído de PyeongChang 2018 com duas. Aos triunfos nos Jogos de Inverno há que somar o êxito nos Jogos de Verão, onde Gretsch dominou o triatlo.

A vitória não foi fácil já que Gretsch esteve sempre com Masters por perto.

"Esquiei tantas vezes com a Oksana e sei que ela faz sempre uma volta final forte. Você tem que levar ela no limite em cada segundo. Ela é muito forte. Tentei manter a compostura na última volta."

Oksana Masters: "Estou muito orgulhosa de mim"

Já Masters ficou com uma prata que é um grande triunfo pessoal em um evento que trouxe memórias dolorosas de há quatro anos.

"Estou muito orgulhosa de mim. Ia pensando na minha última volta a caminho do final. Foi nesta mesma prova onde voltei a lesionar o ombro e tive que desistir em PyeongChang 2018."

"Antes dos Jogos em PyeongChang não estava a 100 por cento por uma fratura no cotovelo. Tive que desistir da prova e o meu treinador teve que me levar em braços. É realmente incrível poder estar na partida novamente, terminar só com tiros certeiros e subir no pódio com a minha colega (...), além da atleta que me influenciou no biatlo, a Anja Wicker."

Masters acrescentou: "É nela [Wicker] que me revejo, é a rainha do biatlo. Estou contente por partilhar o momento tendo EUA e Alemanha no pódio. É muito melhor estar no pódio com sua colega, especialmente com a Kendall e especialmente no biatlo."

Gretsch e Masters perseguem recordes

Tanto Gretsch como Masters perseguem vários recordes em Pequim.

O duo estadunidense já subiu no pódio do sprint para atletas sentados no biatlo no Dia 1 e ficou perto de mais uma vez poder ocupar duas posições do top 3 quando Masters venceu a prata na prova de fundo do esqui cross-country, com Gretsch sendo quarta colocada.

O recorde para atletas dos EUA em uma só edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno pertence a Dan Cnossen. Suas seis medalhas conquistadas no biatlo e no esqui cross-country em PyeongChang 2018 são a referência para Oksana Masters que, por agora, já conquistou três pódios em Pequim.

Com três provas individuais e o revezamento ainda por disputar, tanto Masters como Gretsch aspiram a igualar as seis medalhas do compatriota Cnossen.

Masters também está mais perto de se tornar a atleta estadunidense com mais medalhas Paralímpicas. Atualmente, as 13 medalhas de Sarah Billmeier e Sarah Will, que competiram no esqui alpino em quatro edições dos Jogos Paralímpicos de Inverno (1992-2002), são a meta a ter em conta por outros atletas.

Masters tem 10 - sem contar as três que venceu nos Jogos de Verão - o que significa que se ficar no pódio nos quatro eventos que ainda tem que concluir em Beijing 2022 quebra dois recordes: por um lado será a ser a atleta dos EUA com mais medalhas conquistadas na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno e por outro a atleta dos EUA com mais medalhas conquistadas na mesma edição.

Kendall Gretsch: "Tente tudo!"

Gretsch não ficou muito tempo focada no êxito de terça-feira e rapidamente se colocou em modo "lenda" pensando já em adicionar mais medalhas ao seu histórico de quatro ouros Paralímpicos.

Na quarta-feira haverá uma nova oportunidade: "Temos o sprint no esqui cross-country. É sempre incrível e nunca se sabe o que vai acontecer no sprint. É um frente a frente muito divertido de assistir e depois ainda temos mais duas provas."

Questionada sobre que conselhos daria para jovens atletas, Gretsch deixou algumas dicas no Olympics.com: "Tente tudo o que puder tentar e procure algo que você ame, não tenha medo de tentar e se não gostar, tente outra coisa."

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