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Guilherme Fonseca fica em quarto nos Jogos Mundiais de Surfe; Japão e EUA vão a Paris 2024

Kanoa Igarashi vence a competição masculina e assegura vaga para seu país nos próximos Jogos Olímpicos, enquanto surfista português surpreende ao chegar à decisão. No feminino, os EUA garantem vaga após triunfo de Kirra Pinkerton. Saiba quais são os próximos passos da classificação Olímpica do surfe.

4 min Por Sheila Vieira
Guilherme Fonseca STAMP
(Foto: Ben Reed/ISA)

Japão e EUA são as duas primeiras equipes classificadas para o surfe nos Jogos Olímpicos Paris 2024. As equipes conquistaram as vagas masculina e feminina, respectivamente, neste sábado, 24 de setembro, nos Jogos Mundiais de Surfe ISA 2022.

A equipe japonesa assegurou sua vaga masculina em Paris 2024 após o título de Kanoa Igarashi, que fez uma campanha irreparável, jamais ameaçado pelos adversários.

Na final deste sábado, ele marcou 15.96 logo no início da bateria, superando Rio Waida, da Indonésia, com 14.04. O australiano Jackson Baker foi o terceiro, com 11.67, enquanto o português Guilherme Fonseca terminou com 9.36.

Nascido na Califórnia, o surfista de 24 anos vive seu melhor momento da carreira. Igarashi foi vice-campeão Olímpico em Tóquio 2020 e neste ano ficou no top 5 da Championship Tour da Liga Mundial de Surfe (WSL).

No feminino, os Estados Unidos conquistaram uma importante vaga para Paris 2024 graças ao título de Kirra Pinkerton, de 19 anos. Ela derrotou a francesa Pauline Ado e a experiente australiana Sally Fitzgibbons na final, além da peruana Daniella Rosas.

Assim como em 2021, Portugal teve uma campanha de destaque nos Jogos Mundiais. Guilherme Fonseca, que disputa a Qualifying Series da WSL, foi à decisão de forma surpreendente. No feminino, Teresa Bonvalot fazia uma campanha intocável até se lesionar no penúltimo dia de competição e ser obrigada a se retirar do último dia.

Guilherme Fonseca encerra 'conto de fadas' na final

Aos 25 anos, Guilherme Fonseca faz sua melhor campanha da carreira nos Jogos Mundiais. O surfista de Peniche se manteve na chave principal até a rodada final da competição, deixando vários competidores mais experientes para trás.

Fonseca começou o sábado avançando em uma bateria duríssima, perdendo apenas para o japonês Kanoa Igarashi. O português tirou 12.94, nota mais alta do que a do americano Nat Young, que disputa a Championship Tour da WSL.

Na decisão, Fonseca não conseguiu encaixar uma onda completa e terminou na quarta colocação na bateria. A semana do português mostra que Portugal lutará para ter mais de um surfista na disputa masculina em Paris 2024.

Teresa Bonvalot deixa competição com lesão

No feminino, a portuguesa Teresa Bonvalot se manteve entre as melhores durante toda a semana, mas acabou se machucando durante a Aloha Cup, uma competição mista paralela disputada na sexta-feira (23), e precisou se retirar da disputa dos Jogos Mundiais no sábado.

Na nona rodada da repescagem feminina, Yolanda Hopkins ficou em terceiro, superada pelas australianas Sally Fritzgibbons e Sophie McCulloch, dando adeus às competição em que foi vice-campeã em 2021, e encerrando a participação de Portugal no feminino.

Brasil deixa escapar primeira chance de vaga extra

Um dos países mais fortes no surfe, o Brasil era um dos candidatos para conquistar a terceira vaga por gênero nos Jogos Mundiais no masculino. A equipe formada pelos irmãos Miguel e Samuel Pupo e por Jadson André liderou o ranking entre os homens até a quinta-feira (22), mas a derrota dos Pupo na repescagem na sexta encerrou as chances brasileiras.

Caso o Brasil assegure duas vagas pela Championship Tour da WSL em 2023, terá que lutar pela terceira vaga nos Jogos Mundiais de Surfe de 2024.

Teresa Bonvalot comemora sua terceira vitória nos Jogos Mundiais de Surfe ISA 2022.
Teresa Bonvalot comemora sua terceira vitória nos Jogos Mundiais de Surfe ISA 2022.

Classificação Olímpica do surfe: próximos passos

A luta pelas vagas Olímpicas do surfe continua em 2023, com vagas continentais distribuídas na próxima edição dos Jogos Mundiais de Surfe e nos Jogos Pan-Americanos, além de vagas gerais na Championship Tour da Liga Mundial de Surfe (WSL), que são prioritárias.

No entanto, essas vagas devem respeitar o princípio de no máximo dois surfistas por país por gênero. O único torneio futuro que oferecerá uma possível terceira vaga por gênero serão os Jogos Mundiais de Surfe de 2024.

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