Dia do Goleiro: cinco nomes que defenderam o gol do Brasil em Jogos Olímpicos

Em 26 de abril se celebra o "Dia do Goleiro" no Brasil, em homenagem a Manga, referência na posição. Com várias participações do futebol brasileiro nos torneios feminino e masculino, o Olympics.com relembra cinco goleiros que representaram o país em Jogos.

Virgílio Franceschi Neto

Arqueiro, guarda-redes, quíper. Goleiro. Muitos nomes, uma só função: impedir que a bola passe por ele e, assim, que o adversário faça o gol.

Em um time todos têm suas responsabilidades, mas a do goleiro é talvez a mais evidente. Usa um uniforme distinto dos colegas e, no jogo, é solitário. Só por isso ele já se destaca. Se joga bem ou mal, se destaca também. É literalmente a última pessoa no campo. Entretanto, ao mesmo tempo ele é o primeiro. Sua camisa leva o número 1 e ele ou ela faz jus à máxima do futebol, que diz que uma boa equipe começa por um bom goleiro.

O goleiro precisa ser tudo em um só, firme como uma rocha intransponível, mas flexível como um elástico. É o único em campo que podem chamá-lo "guardião". Guarda o objetivo máximo do jogo: o gol.

E 26 de abril é, no Brasil, o "Dia do Goleiro" em homenagem a um dos maiores destes guardiões que o Brasil já teve: quando nasceu o pernambucano Haílton Corrêa Arruda (1937), mais conhecido como "Manga", que disputou o Mundial FIFA de 1966 pela seleção brasileira.

Em referência à data, o Olympics.com lembra alguns grandes representantes que o Brasil já teve debaixo das traves nos Jogos.

Meg

A paranaense Margarete Maria Pioresan, conhecida como "Meg", é uma das poucas atletas do país a representar seleções brasileiras em duas modalidades: antes do futebol, estava embaixo das traves no handebol.

Aos 40 anos de idade, altura em que muitos futebolistas já penduraram as chuteiras - ou, no caso dos goleiros, "as luvas" -, ela não mediu esforços para vestir a camisa 1 do Brasil na estreia do torneio feminino de futebol no programa Olímpico, nos Jogos de Atlanta 1996. Na ocasião as brasileiras terminaram em quarto lugar.

"O treinador mandou eu me cuidar, ficar em forma, e eu fiz isso. Quem não quer ir para os Jogos? Conseguimos a quarta colocação. Na semifinal, a sete minutos de terminar o jogo, a China virou. Foi emocionante, porque a gente sabia que tinha talento", comentou Meg em entrevista para o jornal "A Tarde".

RELEMBRE: Os 25 anos da primeira seleção brasileira feminina de futebol em Jogos Olímpicos

Taffarel

Um dos maiores nesta posição na história do futebol, Cláudio André Mergen Taffarel representou o Brasil na seleção que foi medalhista de prata nos Jogos Seul 1988. Fez parte de uma equipe que tinha grandes nomes como Edmar Bernardes, Ricardo Gomes e Romário.

Gaúcho de Santa Rosa, o goleiro é bastante lembrado por defender três cobranças de pênalti na semifinal contra a República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental).

"Gostei muito de disputar os Jogos Olímpicos, de participar deles. É uma competição diferente, a delegação brasileira saía toda junta. Depois você passa a conhecer atletas de outras modalidades do Brasil, como o basquete e o atletismo. A medalha de Seul fica junto com a de 94, da Copa do Mundo. Foi uma grande vitrine para mim na seleção", comentou para o site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Maravilha

Medalhista de prata em Atenas 2004, Marlisa Wahlbrink recebe a alcunha de "Maravilha" em referência à cidade catarinense onde passou a morar a partir dos três anos de idade.

Atualmente é preparadora de goleiras da seleção brasileira, que defendeu por mais de 10 temporadas, de 1995 a 2008. Ao longo da carreira, conquistou um terceiro lugar com a seleção no Mundial FIFA de 1999 e teve duas participações em Jogos: Sydney 2000 e Atenas 2004, quando estava no elenco que faturou a prata: "O trabalho para jogar em Atenas começou cinco meses antes, isso era inédito. Estávamos desconfiadas porque nunca tivemos tanto apoio como na época do René (Simões, treinador). Aos poucos ele foi conquistando a gente com a qualidade do trabalho. Fomos percebendo dia-a-dia o nosso desenvolvimento, com as meninas se sentindo melhor fisicamente. Nos unimos em torno de um objetivo que foi o de conquistar a medalha de ouro", disse Maravilha em entrevista para o site Dibradoras.

Weverton defende pênalti cobrado pelo alemão Nils Petersen durante a decisão do torneio masculino Olímpico de futebol nos Jogos Rio 2016.
Foto: 2016 Getty Images

Weverton

O goleiro do Palmeiras será sempre lembrado por estar no plantel que deu ao Brasil o primeiro ouro em Jogos, para muitos o título que faltava para o futebol brasileiro, em um cenário dos sonhos: diante de um Maracanã repleto na Rio 2016. A defesa do acreano Weverton na decisão por penalidades máximas da grande final deu a vantagem necessária para a equipe garantir o topo do pódio.

Ele foi titular nas seis partidas daquele torneio Olímpico. Foram três vitórias e três empates, sofrendo apenas um gol, justamente no jogo do título, contra a Alemanha.

"Relembrar o título é sempre uma emoção especial, conquistar um título inédito, dentro do nosso país, que nossa torcida merecia tanto, é algo indescritível. Aquela equipe estava muito focada e querendo este título, e graças a Deus conseguimos alcançar esta meta. Foram jogos muito difíceis, com uma pressão muito grande, mas o grupo, comissão técnica, torcida e toda estrutura que tínhamos nos deu tranquilidade e força para conquistarmos a medalha", disse Weverton para o portal Istoé.

Santos defende pênalti contra o México durante as semifinais dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020.
Foto: 2021 Getty Images

Santos

Recentemente contratado pelo Flamengo, Santos é o atual campeão Olímpico do torneio masculino, em atuação brilhante. Disputou seis jogos e sofreu apenas quatro gols. Na semifinal contra o México, foi fundamental na disputa por pênaltis. Na decisão, contra a Espanha, fez defesas importantíssimas que levou o futebol do Brasil à segunda medalha de ouro em Jogos.

"Estar na seleção brasileira é um sonho que começou há muito tempo. Fico muito feliz de poder ajudar cada um dos meus companheiros, fazendo parte deste momento", disse Santos para o site da CBF.

O desempenho rendeu elogios de outro medalhista Olímpico, Taffarel: "Eu desejo que essa medalha (de ouro) empurre ele ainda mais lá pra cima", comentou o goleiro titular na conquista da prata em Seul 1988.

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