Copa América Feminina 2022: cinco jogadoras para ficar de olho

Torneio começa na sexta-feira, dia 8, na Colômbia. Em busca do oitavo título, seleção brasileira tem jogadoras de destaque, como Debinha e Angelina, mas terá pela frente equipes que contam com estrelas do futebol internacional. Saiba em quem ficar de olho na principal competição regional, que dará duas vagas para os Jogos Olímpicos Paris 2024.

Virgílio Franceschi Neto
Foto: 2022 Getty Images

As seleções femininas da América do Sul dão a arrancada em mais um torneio continental a partir de sexta-feira, dia 8, para mais uma Copa América, em sua nona edição. Todas as atenções estarão voltadas para a Colômbia, país sede da competição, que vai receber uma constelação de futebolistas.

Em jogo estarão duas vagas para o torneio feminino de futebol em Paris 2024, além três vagas para a Copa do Mundo FIFA 2023.

Heptacampeão, o Brasil vai em busca do oitavo título regional com um time bastante renovado. Terá a forte concorrência de equipes cada vez mais competitivas. A Argentina se fortalece e quer repetir o feito de 2006, quando foi a campeã, ao passo que Chile e Venezuela contam com futebolistas reconhecidas pelo mundo todo.

RELEMBRE: A história vitoriosa do Brasil na Copa América Feminina

O Olympics.com fez uma lista de cinco jogadoras para ficar de olho nesta Copa América Feminina.

Angelina é cumprimentada por Bia Zaneratto durante amistoso entre Brasil e Suécia, em junho de 2022.
Foto: 2022 Getty Images

Brasil: Debinha e Angelina em nova fase da equipe

Em uma combinação de experiência com juventude, Debinha e Angelina são a cara de uma nova etapa da equipe, proposta pela treinadora Pia Sundhage, que já não conta mais com referências que fizeram história pelo Brasil, como Formiga e Marta.

Com três participações Olímpicas, Debinha é nome de confiança de Pia, e fez os dois gols do Brasil nas derrotas para a Dinamarca e para a Suécia, por 2 a 1 e 3 a 1, respectivamente, em amistosos no final de junho. Sobre o jogo contra as suecas, ela comentou para o site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF): "Tivemos um pouco de falta de atenção, tomamos o empate e a virada. Daqui para a frente a lição que a gente tem é manter o foco."

Com 22 anos de idade, Angelina atua no futebol dos Estados Unidos e representa bastante este novo ciclo da equipe, tendo passado pelas seleções femininas de base antes de chegar à principal e feito parte do plantel em Tóquio 2020. Para o site da CBF ela refletiu sobre a sua evolução ao longo da carreira: "A base é fundamental porque é lá que você aprende muita coisa, cresce como atleta e pessoa. Não só os treinamentos são importantes, mas também os amistosos e jogos oficiais em competições, por me deram mais maturidade e experiência."

Zadorsky (CAN) disputa a bola com Soledad Jaimes (ARG) durante jogo da SheBelieves Cup, em fevereiro de 2021, em Orlando, na Flórida.
Foto: 2021 Getty Images

Sole Jaimes é esperança de gols para a Argentina

A experiente atacante Soledad Jaimes, conhecida como Sole Jaimes, já foi campeã brasileira pelo Santos, sendo a primeira estrangeira a receber o prêmio "Bola de Prata". Além disso, já levantou a taça da Liga dos Campeões da UEFA na temporada 2018/2019, defendendo as cores do Lyon, da França.

Mistura força, técnica e capacidade de improviso, bem ao estilo argentino.

Fez a sua estreia na seleção em 2010, na Copa América daquele ano, na vitória sobre o Equador e disputou a Copa do Mundo FIFA 2019. "É um orgulho representar a Argentina, é um prêmio. Amo representar o meu país, e para mim isso é tudo", comentou Sole Jaimes para o site 'infobae.com'.

Deyna Castellanos: puro talento venezuelano

A atacante de 23 anos foi fundamental na campanha da Venezuela no Mundial FIFA sub-17, em 2014, quando a equipe terminou em quarto lugar. Conhecida desde então por todo o planeta, em 2020 partiu para a Espanha e atuou por duas temporadas no Atlético de Madrid. Em quase 60 jogos, fez mais de 20 gols pelas 'Colchoneras'.

Há poucas semanas foi contratada pelo Manchester City por três anos, nova etapa para Deyna Castellanos, que lidera um plantel que joga junto há muitos anos. Na preparação em busca do primeiro título continental, duas vitórias sobre o Chile (1 a 0 e 3 a 1) em amistosos realizados no final de junho.

"Estar com esse grupo me dá muita alegria, somos muito unidas, sabemos da responsabilidade que temos. O ataque é o nosso ponto forte, mas temos um meio campo bastante inteligente, nosso time se movimenta muito. A defesa está ótima e isso se percebe com as partidas", disse Castellanos para o programa 'Conexión Goleadora'.

Chile: segurança com a melhor goleira do mundo

Diz a máxima que todo bom time começa com uma boa goleira. É assim com o Chile.

Vice-campeão da Copa América Feminina em 2018, tem nas mãos de Christiane Endler a segurança necessária para repetir a boa campanha da última edição, desta vez com o título e vaga nos próximos Jogos Olímpicos, na capital francesa. Por sinal, cidade do clube onde atua Endler, o Paris Saint-Germain.

Suas boas exibições em solo francês, quer seja pelo time parisiense ou antes pelo Lyon, onde foi campeã da Europa, levaram-na a ser reconhecida e receber o prêmio "The Best" como melhor goleira da temporada 2021, concedido pela FIFA (Federação Internacional de Futebol).

Sobre a próxima Copa América Feminina, Endler comentou para a rádio ADN, do Chile: "O torneio será muito forte e difícil. Todos os times da América do Sul cresceram muito. Não será fácil passar para a próxima fase. Perdemos os amistosos para a Venezuela, em um momento que podíamos perder, sabemos o que erramos e não podemos repetir. Vai nos custar caro."

Christiane Endler, do Chile, orienta a zaga do seu país no jogo contra o Canadá, válido pelos Jogos Olímpicos Tóquio 2020.
Foto: Masashi Hara

As posições das seleções da América do Sul no ranking da FIFA

  • 9 - Brasil
  • 28 - Colômbia
  • 35 - Argentina
  • 38 - Chile
  • 50 - Paraguai
  • 52 - Venezuela
  • 66 - Peru
  • 68 - Equador
  • 71 - Uruguai
  • 91 - Bolívia

Confira aqui a programação de partidas da Copa América Feminina 2022.

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