Copa América Feminina 2022: Brasil joga pela vaga Olímpica contra o surpreendente Paraguai

A Seleção e a "Albirroja" jogam nesta terça pela segunda vaga da América do Sul nos Jogos Paris 2024. As heptacampeãs continentais são favoritas neste confronto da semifinal da Copa América Feminina. 

Elisa Revuelta

O Brasil nunca esteve de fora dos Jogos Olímpicos desde que o torneio feminino fez a sua estreia, em Atlanta 1996, e já está de olho em Paris 2024. Duas vezes medalhista de prata (Atenas 2004 e Beijing 2008), a seleção brasileira precisa primeiro superar na semifinal a equipe revelação do torneio, um Paraguai que chega sem nada a perder e com muita vontade de fazer história.

A Albirroja buscará nesta terça-feira, no Estádio Alfonso López, em Bucaramanga, classificar-se pela primeira vez para os Jogos Olímpicos e para uma Copa do Mundo FIFA .

"Ninguém dava nada para o Paraguai estar nas semifinais e aqui chegamos", recordou Fany Gauto em uma prévia do confronto. Jogadora que atua na Ferroviária, de Araraquara/SP, ela conhece bem as adversárias e sabe que não vai ser nada fácil, mas nem por isso abaixa a guarda.

Fany Gauto, da seleção paraguaia, celebra gol na Copa América Feminina 2022
Foto: VizzorImage / Gabriel Aponte / Staff

"Sabemos que o Brasil é uma força mundial e favorito para a Copa América, mas nós sabemos do que somos capazes. Queremos a vaga direta aos Jogos Olímpicos e Copa do Mundo e vamos entregar a alma para realizar este sonho."

Foi justamente na Ferroviária que Bia Zaneratto começou sua carreira, com apenas 13 anos de idade. Atualmente atacante do Palmeiras e uma das principais jogadoras do elenco nesta Copa América, já tem dois gols e três assistências no torneio. Zaneratto tem os anéis Olímpicos da Rio 2016 tatuados no punho esquerdo e quer ir para sua terceira edição de Jogos, mas reconhece:

"Vai ser um jogo muito difícil e temos que estar bem preparadas." Apesar de o Brasil não ter sofrido gols até aqui, Pia Sundhage tem insistido no trabalho defensivo nos últimos dias. "Ela tem exigido bastante na defesa, não importa se somos atacantes. Temos que ser um time mais compacto para sofrer menos", acrescentou.

Ela vai completar 100 partidas oficiais pela Seleção e sobre o marco, comentou: "Fico feliz em completar 100 jogos em uma situação importante que é o jogo contra o Paraguai. Quero tornar o momento mais especial e concretizá-lo com uma vitória, quem sabe um gol, o que vai ser muito importante para mim e para a minha família."

Em coletiva realizada na tarde de segunda-feira, a treinadora do Brasil, Pia Sundhage, falou sobre o confronto da semifinal: "Com uma defesa sólida, o ataque será mais eficiente. As paraguaias têm posse de bola, são perigosas no contra ataque e na bola parada. Temos que jogar limpo e sermos espertas."

Histórico de confrontos: o Paraguai pela quebra de um tabu

O histórico de partidas entre os dois times no torneio não deixa dúvidas do favoritismo do Brasil para esta segunda semifinal: nos quatro jogos realizados, a vitória sempre foi das brasileiras, que fizeram 17 gols e só levaram dois.

Ainda mais, o Brasil tem uma sequência invicta na competição, de 14 partidas. A última derrota foi em 2014, quando perdeu para a Argentina por 2 a 0 na fase de grupos.

"Claro que vai ser muito difícil", reconhece a paraguaia Fany Gauto, "Mas estamos preparadas. O Brasil também possui algumas fraquezas na defesa, com pressão elas se complicam um pouco."

O caminho até as semifinais: um Brasil avassalador e um surpreendente Paraguai

Os números do elenco treinado pela sueca Pia Sundhage escancaram o desempenho das brasileiras até aqui na Copa América: 4 vitórias em 4 jogos, com 17 gols a favor e nenhum contra.

Adriana, com cinco gols, é a artilheira do torneio, seguida pela companheira de equipe, Debinha, que fez quatro e tem uma assistência até agora. No entanto, foram nove jogadoras brasileiras que marcaram na fase de grupos, o que mostra que o perigo pode chegar de qualquer lugar. Assim bem souberam as suas rivais no grupo B: Argentina (4-0), Uruguai (3-0), Venezuela (4-0) e Peru (6-0).

O Paraguai, por sua vez, fez render seus 9 gols para avançar às semifinais. Começou o torneio com uma derrota ante a anfitriã, a Colômbia, mas depois se refez para obter três vitórias na sequência, contra o Chile (3-2), Bolívia (2-0) e Equador (2-1).

SAIBA MAIS: Brasil luta por vaga Olímpica em Paris 2024 nas semifinais

Em quem ficar de olho

Debinha, atacante do Brasil

Com a ausência de Marta por lesão e sem as presenças de referências como Cristiane e Formiga, as atenções antes da competição se voltaram para Debinha, estrela da Liga dos Estados Unidos, atleta do North Carolina Courage. A atacante de 31 anos não decepcionou.

Tanto nas criações das jogadas de ataque, como na finalização, Debinha tem sido impecável. Contra o Paraguai terá mais uma oportunidade de mostrar a sua magia.

Jessica Martínez, atacante do Paraguai

Martínez é a artilheira da equipe, com três gols, um deles através de uma cobrança de falta de 30m contra a Colômbia, pela primeira rodada da Copa América Feminina.

Futebolista do Sevilla (ESP) e antiga jogadora do Madrid CFF e do Santos, é considerada uma instituição do futebol paraguaio. Aos 23 anos, tem no currículo a disputa de quatro Copas do Mundo de base. As chances de classificação do Paraguai para os primeiros Jogos da sua seleção feminina passarão, sem dúvida, pelas suas chuteiras.

Copa América - Brasil x Paraguai - horário e onde assistir

Terça-feira, 26 de julho | Brasil x Paraguai, 21:00 (hora de Brasília), Estádio Alfonso López, Bucaramanga (Colômbia).

A Copa América Feminina 2022 tem a transmissão para o território brasileiro através do SBT e dos canais Sportv.

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