Liga Diamante: Thompson-Herah e Duplantis brilham em Paris

Confira os destaques das provas de Eugene (EUA), Lausanne (Suíça) e Paris (França), cidade que vai receber os Jogos Olímpicos em 2024. Finais da Liga de Diamante a 8 e 9 de setembro na Suíça. Darlan Romani tem sido o brasileiro em foco, confira os seus resultados.

Gonçalo Moreira
Foto: JB Autissier / Panoramic

Após Tóquio 2020 o calendário do atletismo tem sido intenso. O retorno das provas de elite foi feito em Eugene (EUA), depois tivemos a rodade de Lausanne (Suíça) e este sábado as atenções se focam no meeting de Paris, cidade-sede dos próximos Jogos Olímpicos, em 2024.

Uma das principais notas vai para as sprinters, com a terceira prova em uma semana. Elaine Thompson-Herah correu o segundo tempo mais rápido da história em Eugene (10,54s), ficando a 0,05 centésimos do recorde mundial de Florence Griffith-Joyner de Seul 1988. Foi inclusive mais rápida do que na final nos Jogos onde bateu o recorde Olímpico ao vencer em 10,71s.

A bicampeã Olímpica dos 100m e dos 200m acabou por perder em Lausanne para Shelly-Ann Fraser-Pryce, que fez 10,60s (melhor marca pessoal), mas retomou o domínio no meeting de Paris ganhando em 10,72s com recorde do evento. No pódio estiveram ainda Shericka Jackson, completando a dobradinha para a Jamaica, enquanto a terceira classificada foi a britânica Dina Asher-Smith.

Sandra Perkovic faz história na Liga de Diamante

Competição interessante no lançamento do disco, em Paris, com a campeã Olímpica de Londres 2012 e Rio 2016, Sandra Perkovic, a recuperar a boa forma após ser apenas 4ª em Tóquio 2020, num concurso marcado pela chuva e uma longa interrupção. A retoma chegou agora na Liga de Diamante!

Sandra Perkovic faz história na Liga de Diamante ao vencer com 65,68m o que lhe perite tornar-se a mulher com mais vitórias na competição, igualando os sete triunfos do triplista Christian Taylor e do varista Renaud Lavillenie. No caminho da croata em Paris as estiveram a campeã de Tóquio 2020, Valerie Allman (EUA), e a medalha de bronze no mesmo evento, Yaime Perez (CUB).

Darlan Romani competindo em Tóquio 2020 no arremesso do peso onde finalizou na quarta posição

Darlan Romani forte em Eugene e 8º em Lausanne

No arremesso do peso nota para o excelente regresso à competição de Darlan Romani, que foi medalha de prata no Hayward Field de Eugene. O local é talismã para o gaúcho que em 2019 obteve no Prefontaine 22,61m – sua melhor marca pessoal.

Darlan Romani lançou 21,69m e ficou em 2º, batendo Joe Kovacs e Thomas Walsh, medalhistas em Tóquio, que acabaram 3º e 4º em Eugene. Colocando a competição em contexto, nos Jogos Olímpicos o atleta brasileiro fez 21,88m e acabou na 4ª colocação.

Na mudança da competição para a Europa, concretamente para Lausanne, o dominador foi o mesmo: o bicampeão Olímpico e recordista mundial Ryan Crouser venceu pelo segundo evento consecutivo e se em Eugene fez 22,41m, em Lausanne ganhou com 22,81m (recorde do meeting suíço). Desta vez Darlan Romani ficou pelos 21m e acabou em 8º, voltando a competir num meeting na Polônia a 5 de setembro e na final da Liga de Diamante três dias mais tarde.

Por agora as outras referências do atletismo brasileiros têm se mantido discretas. Alison dos Santos e Thiago Braz não regressaram à competição.

Thiago Braz, bronze em Tóquio 2020 e ouro na Rio 2016, não esteve no salto com vara em Paris, onde o sueco Mondo Duplantis se refez da derrota em Lausanne perante Christopher Nilsen, que fechou o concurso em 5,82m. Na capital francesa o nível foi bem superior e o campeão Olímpico Duplantis deu espetáculo vencendo com 6,01m (recorde do meeting de Paris), muito melhor do que dias antes na Suíça onde tinha sido apenas 4º colocado com 5,62m.

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