Brasileiros querem usar experiência no 2-man para melhorar performance no quarteto do bobsled em Beijing 2022

Após 29º lugar na competição por duplas, Edson Bindilatti e Edson Martins dizem conhecer melhor a pista com vistas à competição entre equipes.

Foto: 2022 Getty Images

Hora de levantar a poeira (ou melhor, o gelo).

Depois do 29º lugar no 2-man do bobsled em Beijing 2022, os brasileiros Edson Bindilatti e Edson Martins querem usar a experiência adquirida no evento para que o país tenha um desempenho melhor na disputa entre quartetos, que é o grande objetivo do time nestes Jogos Olímpicos de Inverno.

“Hoje deu o clique na cabeça de que estamos preparados para o 4-man, nosso maior objetivo. Como a gente não veio no evento-teste, essa é a nossa 13ª descida na pista, com treinos livres, oficiais e a competição. Tem equipes com 60 descidas aqui,” comentou Bindilatti em declarações ao Comitê Olímpico do Brasil (COB). 

Segundo ele, o fato de ter descido mais algumas vezes no Centro Nacional de Esportes de Pista, em Yanqing, pode ser um diferencial no quarteto:

“Gostei bastante da pilotagem. Estava errando bastante a curva 13, mas hoje eu que peguei ela. Tive outros errinhos, mas são coisas que são mais tranquilas de acertar. Não é uma pista muito veloz, mas com muitos detalhes. Só descendo que a gente consegue acertar isso”, completou.

Otimismo para a disputa do 4-man

No quarteto, Erick Vianna e Rafael Souza se juntam à dupla. Para Edson Martins, a equipe está otimista por uma boa performance.

“Cheguei na Vila ontem e mandei o vídeo pro treinador perguntando o que poderia melhorar. Ele me deu uma dica de um detalhe e hoje me senti bem mais confiante, senti a corrida fluindo bem. O resultado não melhorou tanto, mas a postura está boa. Agora o nosso objetivo é, junto com o Rafael, com o Erick e com o Jefferson, fazer um excelente push, uma largada boa, para buscarmos um bom desempenho,” destacou.

Apesar do 29º lugar, Brasil tira pontos positivos

Foi a terceira vez que o Brasil esteve representado nesta prova do bobsled: em Sochi 2014, Fabiana Santos e Sally Silva ficaram em 19º entre 20 duplas, e quatro anos depois, em PyeongChang 2018, a mesma dupla de Pequim foi 27ª de 30 equipes. Apesar da classificação final um pouco pior em Beijing 2022, na 29ª colocação, a dupla acredita que houve pontos positivos para o bobsled do Brasil nos últimos anos.

“O desempenho caiu um pouquinho em relação à posição, mas saímos com saldo positivo pela experiência que adquirimos ao longo dos anos. Ficamos uma temporada sem competir, sem ter contato com pista, sem poder sair do Brasil. Os países que estão aqui não pararam. Nós temos os pés no chão e sabemos que temos que trabalhar. Abrimos as portas para a modalidade e com a visibilidade que estamos tendo aqui, mais pessoas vão conhecer e procurar a modalidade. Queremos motivar outros atletas para que num futuro próximo a gente possa ter um grande resultado,” disse Edson Martins.

A melhor colocação do Brasil no 4-man é o 23º lugar obtido em PyeongChang 2018.

Onde posso acompanhar o Brasil no bobsled?

Em território brasileiro, é possível acompanhar a patinação artística e todas as emoções de Beijing 2022 ao vivo pelos canais Globo/Sportv e pelo *Olympics.com*.

Caso não esteja no Brasil, clique aqui para saber como assistir.

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