Alerta de medalha: sueca Jonna Sundling dispara para o ouro no sprint individual feminino do esqui cross-country

Estreante em Jogos Olímpicos, atleta de 27 anos não dá chance às rivais na final, inclusive a Dahlqvist, considerada a rainha do sprint. EUA ganha primeira medalha individual no cross-country com Diggins.

Foto: 2022 Getty Images

A mulher mais rápida do esqui cross-country em Beijing 2022 é a sueca Jonna Sundling. Em sua primeira edição Olímpica, ela desbancou a favorita, sua compatriota Maja Dahlqvist, e ficou com o ouro do sprint feminino com tempo de 3min9s68 na final.

"É a pista mais difícil na qual eu já competi. Eu me preparei para isso, a neve especial, o frio, a altitude alta. Estava um pouco preocupada no começo, mas depois de hoje eu me sinto muito animada", disse Sundling.

A campeã também comemorou poder dividir o pódio com sua compatriota. "Parece que estamos em um treino, mas são os Jogos Olímpicos. Foi muito legal ter três suecas na final", afirmou. "Temos um bom espírito e sempre fazemos nosso melhor. Estamos em um nível alto. Todos querem ganhar, então você não pode relaxar nunca".

Dahlqvist passou a linha de chegada dois segundos e 88 centésimos após a campeã Olímpica e lutou até o final com a americana Jessie Diggins, que ficou com o bronze.

"Foi tão difícil. Eu estava muito cansada depois da semifinal. Depois fiz uma boa largada, estava em segundo na primeira subida com a Jonna (Sundling) e ouvi que éramos três suecas na frente. Acho que fiquei muito empolgada e depois de chegar ao topo comecei a ficar cansada", narrou Dahlqvist.

"Na última subida, eu nunca me senti tão cansada em toda a minha vida. Pensei que deveria me forçar e ser a primeira na última curva, porque sei como posso ser rápida quando eu vejo a linha de chegada. Mesmo cansada, eu sei que chego bem", comentou a medalhista de prata. Para exemplificar seu esforço, a sueca revelou que chegou a vomitar cinco vezes depois da prova.

Diggins é a primeira americana a ganhar uma medalha em um evento individual do cross-country nos Jogos Olímpicos de Inverno. Ela havia sido campeã do sprint por equipes em PyeongChang 2018 com Kikkan Randall.

O segredo da americana foi se divertir. "Acho que é assim que corro melhor, quando me permito me divertir e tentar ser muito rápida e pensando 'sabe? Estou aqui para dar meu melhor e essa é a única coisa que posso controlar, então por que não sorrir se você está nos Jogos Olímpicos?'".

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