Alerta de medalha: Marius Lindvik ouro na pista longa no salto de esqui em Beijing 2022

Após vencer na pista normal, o japonês Ryoyu Kobayashi perdeu o ouro no último salto para Marius Lindvik. Noruega não vencia o evento há 58 anos! Karl Geiger ficou com a medalha de bronze.

Gonçalo Moreira
Foto: 2022 Getty Images

Marius Lindvik já é oficialmente um dos reis do salto de esqui de Beijing 2022!

Ryoyu Kobayashi começou por dominar na pista normal e hoje parecia prolongar seu estado de graça na pista longa, vencendo a primeira ronda de saltos, mas acabou por ceder no momento da verdade. Lindvik conseguiu dois saltos acima dos 140m e isso foi suficiente para garantir a medalha de ouro, enquanto Ryoyu Kobayashi teve que se contentar com a prata.

"Não tenho palavras. Tenho o corpo cheio de adrenalina. Foram dois dos meus melhores saltos e é incrível conseguir dois bons saltos quando importa" - Marius Lindvik.

Na corrida ao bronze, Karl Geiger mostrou porque é o atual líder da Copa do Mundo e perante a pressão de ter que recuperar após um primeiro salto que não foi ideal, deu um passo em frente e entrou na fotografia do pódio final.

Desde Innsbruck 1964 que a Noruega não vencia o ouro na pista longa.

Ronda final espetacular

Na primeira ronda de saltos apenas Ryoyu Kobayashi e Marius Lindvik conseguiram superar a barreira dos 140m. A luta pelas medalhas ficou interessante com os nomes que se seguiram separados por apenas quatro pontos: Timi Zajc, Kamil Stoch, Manuel Fettner e Karl Geiger.

Alargando a análise ao top 10 da primeira ronda, nove pontos apenas separavam o 10º colocado, Cene Prevc, do bronze. Em termos de distância isto se traduzia em uma recuperação de cinco metros. Improvável, mas não impossível.

O que se seguiu foi fabuloso: Lindvik surpreendeu Kobayashi no último salto e o japonês viu escapar por entre os dedos a oportunidade de entrar no exclusivo clube dos homens que fizeram a dobradinha em salto de esqui na mesma edição dos Jogos de Inverno.

Em uma ronda final espetacular, muito pelos saltos de Geiger e Lindvik, o alemão subiu do 6º posto para levar a medalha de bronze, enquanto o norueguês recuperou o ouro para o seu país quase seis décadas após Toralf Engan.

Lendário Kamil Stoch ficou na porta do pódio

O tricampeão Olímpico, Kamil Stoch, lutou muito para voltar a figurar entre os medalhistas em mais uma edição dos Jogos de Inverno e executou dois saltos tecnicamente perfeitos, mas que foram insuficientes para subir no pódio final. O polonês acabou a competição na 4ª posição.

Após dominar em PyeongChang 2018, onde se converteu no terceiro atleta masculino a vencer os dois eventos individuais na mesma edição dos Jogos (igualando Matti Nykanen em 1988 e Simon Ammann em 2002 e 2010), Stoch não conseguiu seu lugar exclusivo na história de salto de esqui com um terceiro ouro consecutivo na pista longa. Algo que continua por ser feito nos Jogos.

Mesmo assim, recordes e dados históricos é o que não faltam na carreira de Kamil Stoch. Em Beijing 2022 atingiu as cinco presenças em Jogos Olímpicos, algo que apenas outros três atletas da Polônia fizeram: Dawid Kupczyk do bobsled, Tomasz Sikora do biatlo, Katarzyna Wojcicka-Bachleda-Curus da patinação de velocidade).

Desta vez a sorte não quis nada com o polonês. O lendário Kamil Stoch ficou na porta do pódio por somente 3,9 pontos superado por um Geiger que protagonizou a recuperação da jornada.

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