Alerta de medalha: Canadá volta ao pódio do curling masculino com bronze em Beijing 2022

Duelo entre países da América do Norte termina com vitória da equipe de Brad Gushue sobre os EUA de John Shuster. Final entre Suécia e Grã Bretanha acontece neste sábado.

Sheila Vieira
Foto: 2022 Getty Images

Em uma grande partida de curling, o Canadá derrotou os EUA por 8-5 e conquistou a medalha de bronze masculina em Beijing 2022, nesta sexta-feira, 18 de fevereiro, no Estádio Aquático Nacional.

A grande final será entre a atual campeã mundial Suécia (Time Niklas Edin) e a Grã Bretanha (Time Bruce Mouat), neste sábado, 19, às 14:05 locais (3:05 no horário de Brasília).

País em que o curling é paixão nacional, o Canadá volta ao pódio do curling masculino após a decepção de terminar em quarto lugar em PyeongChang 2018, edição vencida pelos EUA. Os canadenses não ganharam medalhas no masculino em apenas duas oportunidades: Chamonix 1924, a primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, e há quatro anos.

O skip canadense Brad Gushue conquistou sua segunda medalha Olímpica, já que foi o líder da equipe campeã em Turim 2006. Os outros membros a subirem ao pódio são Geoff Walker, Mark Nichols e Brett Gallant, que comemorou seu aniversário de 32 anos com uma medalha no peito.

Já o time americano liderado por John Shuster deixa Pequim sem medalhas, quatro anos após chocar o mundo do curling com a vitória contra a Suécia na final. Ele jogou ao lado de Christopher Plys, Matt Hamilton e John Landsteiner.

Brad Gushue decisivo nos ends finais

Gushue e Shuster mostraram por que já conquistaram títulos Olímpicos, sempre forçando a equipe adversária a tentar jogadas mais arriscadas. O início da partida foi bastante disputado, com empate por 3-3 até o quarto end.

Um momento crucial aconteceu no sétimo end, quando Gushue errou um lançamento de takeout e viu os EUA perto de pontuarem com duas pedras. Pressionado, o skip canadense acertou um dificílimo takeout duplo, evitando que o os EUA abrissem três pontos de vantagem e mantendo o martelo. Em seguida, Gushue pediu que o gelo fosse varrido para tirar possíveis sujeiras.

Já no oitavo end, o Canadá tinha a oportunidade de marcar três (ou até quatro) com o martelo, mas Gushue errou o draw e somou apenas dois. A grande vantagem veio no nono end, em que os canadenses roubaram o martelo com dois pontos, abrindo três de vantagem.

Abalados, os americanos foram dominados no último end e sequer tiveram a chance de lançar as últimas pedras.

"É duro jogar uma partida contra um bom time, os atuais campeões, depois de uma derrota como a de ontem. Foi uma batalha dura. Estávamos sofrendo um pouco no início, mas nos últimos ends mostramos do que somos capazes. Tenho muito orgulho da nossa equipe", disse Gushue.

O skip medalhista de bronze também exaltou Mark Nichols, que esteve com ele no título de Turim 2006. "Acho que temos um ponto de vista único. Não há muitos atletas que ficaram 16 anos entre uma participação e outra, que viram de longe três Jogos Olímpicos entre as duas participações. Sabemos o quanto somos privilegiados de termos essa oportunidade de retornar 16 anos depois. É algo que temos que absorver e curtir o máximo possível", acrescentou.

GOSTA DE CURLING? ARRASE!

Receba notícias de curling, vídeos, destaques dos Jogos Olímpicos de Inverno e muito mais.